Jose Patricio/AE
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São Paulo registra quase 120 mil casos de conjuntivite

Em Mogi das Cruzes, duas creches foram fechadas devido ao surto que atinge crianças e professores

Marcela Gonsalves, do estadão.com.br,

31 Março 2011 | 19h27

SÃO PAULO - A capital paulista registrou, do início de fevereiro até o dia 25 de março, 119.148 notificações de casos de conjuntivite. Os dados são do Centro de Controle de Doenças (CCD) da Coordenação de Vigilância em Saúde (COVISA). O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) emitiu um alerta aos médicos sobre o surto.

 

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O vírus responsável pela maioria dos casos de conjuntivite é o Coxsackie A 24, que é altamente contagioso e tem grande possibilidade de transmissão em locais fechados, como escolas, creches e empresas. Segundo o Cremesp, a transmissão acontece por meio do contato direto com a secreção do olho de uma pessoa infectada e de maneira indireta por meio de contato com superfícies, toalhas, instrumentos ou soluções contaminadas.

 

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o aumento de notificações de conjuntivite viral fez com que o monitoramento da doença passasse a ser feito, desde 21 de fevereiro, pelo número de casos e não pelo número de surtos, como era anteriormente. O monitoramento por surto pressupõe a existência de três ou mais casos em uma mesma área. Além disso, a notificação passou a ser compulsória para todos os casos individuais atendidos nos serviços de saúde da cidade.

 

Dados estaduais. A Secretaria de Saúde Estadual informou que até o dia 15 de março foram notificados 18,4 mil casos de conjuntivite pelos municípios paulistas. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a diferença entre os números estaduais e da capital se deve à defasagem da data e à maneira como são contabilizados os casos. Os dados estaduais são baseados em surtos, não em casos individuais.

 

Mogi. Uma creche em Mogi das Cruzes interrompeu suas atividades nesta quinta-feira, 31, por causa do surto de conjuntivite. Além das crianças, vários professores estavam contaminados. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, a decisão partiu da própria administração da creche e será explicada aos pais das crianças atendidas. O cuidado é preventivo. A instituição deve permanecer fechada por pelo menos uma semana, até que a saúde de todos seja restabelecida.

 

Este mês, outra creche na cidade já havia sido fechada pelo mesmo motivo. Só no município de São Paulo, foram registrados mais de 119 mil casos da doença nos meses de fevereiro e março, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

 

O Cremesp alerta que as medidas de higiene e o tratamento adequado da conjuntivite constituem as principais medidas de prevenção. O órgão elaborou 10 dicas para a população. Veja a seguir.

 

1) procurar sempre assistência médica quando surgir sinais de conjuntivite;

 

2) evitar a automedicação;

 

3) não usar colírios contendo antibióticos, pois a conjuntivite predominante nos surtos atuais é de origem viral;

 

4) lavar os olhos somente com água mineral, filtrada ou fervida, de preferência gelada;

 

5) não lavar os olhos com soro fisiológico ou água boricada;

 

6) lavar frequentemente as mãos;

 

7) usar somente lenços descartáveis ou gaze;

 

8) não compartilhar toalhas, maquiagem para os olhos, colírios e outras soluções;

 

9) trocar constantemente de fronhas;

 

10) evitar locais aglomerados, quando da ocorrência de surtos.

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