Governo do Estado de SP
Governo do Estado de SP

São Paulo vai a 2.586 mortes por covid-19; em dez dias, nº de óbitos dobra

No feriado de 1º de maio, Estado teve a mais baixa taxa de isolamento para datas fora de dias úteis; na Grande São Paulo, taxa de ocupação em UTIs vai a 87,5%

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

02 de maio de 2020 | 17h01

O Estado de São Paulo registrou 800 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, com mais 75 mortos. Dados do governo do Estado publicados neste sábado, 2, apontam um total de 2.586 mortes por coronavírus e um total de 31.174 casos confirmados. "O número de mortes relacionadas ao novo coronavírus mais que dobrou no Estado de São Paulo em apenas dez dias", informa nota da Secretaria Estadual da Saúde.

Já a taxa de ocupação em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) está em 87,5% na Região Metropolitana de São Paulo. No Estado como um tudo, contando leitos do interior, a ocupação é de 66,2%. O comunicado do governo deste sábado, 2, entretanto, destaca o crescimento do número de cidades que têm casos confirmados da doença. Há dez dias 50 municípios paulistas tinham registro de óbito por covid-19. Agora são 150. "Havia um ou mais casos de COVID-19 em 241 cidades, e agora já são 332". Ao todo, o Estado tem 645 municípios. 

Neste feriado de 1º de maio, tanto o Estado de São Paulo quando a capital tiveram os mais baixos índices de isolamento já registrado para datas fora de dias úteis. No Estado, a taxa foi de 56%, enquanto no município de São Paulo foi 55%. 

Em 10 dos 30 dias do mês de abril a taxa de isolamento social ficou abaixo dos 50%. O percentual mais baixo foi o da última sexta-feira, quando ficou em 46%. Os dados são analisados a partir de informações sobre o deslocamento de celulares feito pelas operadoras de telefonia, que repassam as informações de forma agregada (sem identificar usuários) ao governo.     

O governo do Estado estima ser necessária uma taxa de isolamento de ao menos 70% para retardar a propagação do coronavírus de modo a não superlotar os serviços de atendimento médico e evitar a falta de UTIs. Dada do período de incubação da doença, as ações nesse sentido demoram até duas semanas para serem refletidas no aumento ou redução da demanda por vagas em hospitais.

O perfil das vítimas mantém a predominância observada desde o começo da crise em homens acima dos 60 anos. "Entre as vítimas fatais, estão 1.517 homens e 1.069 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 73,5% das mortes", diz a nota divulgada neste sábado. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.