São Paulo vai implantar um programa de qualidade em saúde

A Prefeitura de São Paulo, em parceria com convênios, pretende revolucionar, em menos de um ano, os principais problemas que comprometem a Saúde municipal. Desde a entrada do paciente em um dos 14 hospitais e 16 prontos-socorros da rede até sua alta, o processo de atendimento será totalmente remodelado por meio de um Programa de Qualidade. O programa vem funcionando em dois hospitais da zona leste, Benedito Montenegro, no Jardim Iva, e Tatuapé. Ambos em parceria com o Hospital Samaritano, instituição filantrópica sem fins lucrativos. Ele é aplicado seguindo os padrões da Organização Nacional de Acreditação (ONA) - processo permanente de avaliação e certificação da qualidade dos serviços de saúde. Na prática, a secretária da Saúde, Maria Aparecida Orsini, explica que até agosto deste ano os usuários dos dois hospitais já sentirão a diferença no atendimento, internação e liberação. "Primeiro, ocorrem as mudanças internas na gestão operacional do hospital: áreas administrativa e financeira, escala dos médicos, controle de medicamentos, estoques de materiais e leitos. Em seguida, os benefícios chegam para a população, com a redução de filas, agilidade no agendamento de consultas e cirurgias", sintetiza. Na primeira fase, o programa de qualidade realiza um minucioso diagnóstico dos problemas operacionais do hospital. Em seguida, são feitos os treinamentos e capacitação das equipes. "É um processo irreversível e permanente. Depois de concluído o programa de qualidade, há auditoria permanente para monitoramento dos padrões inseridos", explica o superintendente geral do Hospital Samaritano, José Antônio de Lima. Tatuapé será informatizado O Hospital do Tatuapé receberá nas três próximas semanas o processo de informatização do sistema. "Com isso, será possível, por exemplo, sabermos o número de leitos naquela unidade, quantidade de medicamentos no estoque e equipes de plantão em um certo período. Todos os funcionários acabam envolvidos", explicou Lima. Na gestão administrativa e financeira, a secretária da saúde estima que haverá redução dos custos com a conseqüente identificação dos desperdícios. "Conseguiremos acompanhar os gastos de uma forma padronizada." O terceiro hospital a ter o programa de qualidade será o Alexandre Zaio, o Vila Nhocuné, em Artur Alvim, na zona leste. Ele ficou fechado por 2 horas por falta de médicos há uma semana. "Vamos ousar. Afinal, não basta fazer a coisa certa, mas fazer certa a coisa", disse. Em 30 dias, a Secretaria da Saúde divulgará o cronograma com as datas nas quais os 14 hospitais e 16 prontos-socorros terão o programa de qualidade iniciado e dirá também quais serão os convênios firmados para cada equipamento. "Até o final de 2008, todas essas unidades estarão envolvidas no programa de qualidade e a população já sentirá os benefícios."

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