São Sebastião (SP) está perto de ter epidemia de dengue

Perto de constatar uma epidemia de dengue, o município de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, quer punir, por meio da criação de uma lei municipal, os moradores que não colaborarem com o combate ao mosquito transmissor da doença, Aedes Aegypti. A cidade tem atualmente 250 casos confirmados e 600 suspeitas. De acordo com a Secretaria de Saúde Municipal, para se decretar epidemia basta que mais 50 casos sejam confirmados. "Mesmo com os esforços da secretaria da saúde, a população não colabora e impede o trabalho dos agentes nas casas. Até tela de caixa d'água doada pela prefeitura as pessoas retiram e a transformam em cercado para galinheiro", revela a diretora de Vigilância em Saúde do município, Márcia Saavedra de Souza. Comum no verão por causa da chuva que ajuda a proliferação do mosquito Aedes Aegypti a epidemia de dengue está ocorrendo neste ano, fora do período típico. A cidade com maior número de casos no Estado de São Paulo é São José do Rio Preto, com 12.453 pessoas infectadas. O município tem cerca de 400 mil habitantes e a prefeitura tenta conscientizar a população sobre gestos simples de não deixar água parada em vasos, caixas d'água ou mesmo em piscinas. Ribeirão Preto com cerca de 3.500 casos e Catanduva, com pelo menos 3.100 pessoas infectadas, também sofrem com a epidemia, por conta do descontrole com relação à proliferação do mosquito, que se desenvolve em água limpa e parada. No Litoral Paulista, além de São Sebastião, Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá também sofrem com a epidemia. Do lado norte do litoral, folhetos, cartazes, propaganda em rádio e TV serão os recursos usados para mostrar o descaso com que muitas pessoas estão tendo no combate ao mosquito. A campanha começa na próxima semana e quer chegar também aos turistas, que normalmente mantém suas casas de veraneio fechadas facilitando o desenvolvimento do Aedes Aegypti e impedindo a ação dos mais de 80 agentes. Diariamente eles passam de casa em casa retirando vasos, pneus e recipientes que possam ter água parada. Também fazem palestras nas comunidades e mutirões de limpeza. "Temos de bater na tecla de conscientização", avalia a diretora.

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