Satélite chinês Chang'E I começa prospecção científica da Lua

Fotografias devem ser enviadas até o fim do mês; em outubro de 2008 país envia uma nave tripulada ao espaço

Efe,

20 de novembro de 2007 | 03h12

O Chang'E I, primeiro passo do programa lunar da China, começou a explorar o solo da Lua, segundo informou nesta terça-feira, 20, a administração espacial chinesa através da imprensa oficial. O satélite entrou na órbita lunar no dia 5 de novembro. Desde então veio se aproximando da superfície, até ficar a 200 quilômetros de altitude, no dia 7. Começaram em seguida os trabalhos para conseguir que seus aparelhos de estudo entrassem em operação, o que aconteceu na segunda-feira, 19. O Chang'E I, lançado dia 24 de outubro da base espacial de Xichang, terminou os trabalhos desdobrando seus painéis solares e a antena de transmissão de dados para a Terra, segundo explicaram fontes da CNSA (China National Space Administration). A sonda, que leva o nome de uma deusa chinesa que segundo a lenda viajou à Lua, vai examinar o solo lunar e elaborar um mapa tridimensional, começando a enviar suas primeiras fotografias até o fim do mês. O satélite chinês inclui equipamentos como um interferômetro, um espectrômetro de raios X e gama, um altímetro a laser e detectores de microondas, partículas solares e íons. Alguns especialistas afirmam que os cientistas chineses não poderão obter dados da Lua tão exatos quanto os de sondas japonesas e americanas, que sobrevoaram o solo lunar a cerca de 100 quilômetros. No entanto, Pang Zhihao, da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial, afirmou ao jornal China Daily que as imagens serão maiores que as atualmente fornecidas pela Kaguya, lançada em setembro pelo Japão, e que enviou suas primeiras fotos este mês. A sonda chinesa já orbitou mais de 135 vezes ao redor da Lua. Nave tripulada Antes de continuar sua missão lunar, a China enviará em outubro de 2008 a sua terceira nave tripulada ao espaço, a Shenzhou VII. Os astronautas chineses pela primeira vez sairão do veículo e farão um "passeio espacial". A data do lançamento, anunciada nesta terça-feira, 20, é muito simbólica. Será pouco depois dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Pequim, encerrando um período no qual a China estará na mira de todo o planeta.

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