Reuters/Nasa
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Satélite inativo da Nasa vai atingir a Terra ainda este mês

26 pedaços de detritos, com massa combinada de 500 kg, têm probabilidade de um em 3.200 de atingir pessoas

Reuters

12 de setembro de 2011 | 14h37

CABO CANAVERAL, Flórida - Um satélite já inativo da Nasa, levado pela tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS) em 1991, irá atingir a Terra ainda este mês com detritos, mais provavelmente aterrissando em algum oceano ou região sem população, afirmaram representantes da agência espacial.

 

O Upper Atmosphere Research Satellite (UARS) foi ligado em 2005, se juntando às toneladas de lixo espacial que orbitam a Terra. O satélite de 6,5 toneladas deve voltar ao planeta ao final desse mês, embora os especialistas não saibam precisar quando nem onde.

 

"A atmosfera muda todos os dias. É impossível dizer como isso irá afetar a sua volta", disse Michael Duncan, vice-líder do departamento de percepção situacional do espaço no Comando Estratégico dos Estados Unidos.

 

Satélites e corpos rochosos caindo na Terra não são nenhuma novidade. No ano passado, cerca de 400 pequenos pedaços de detritos entraram em nossa atmosfera e puderam ser encontrados.

 

Partes velhas de foguetes e satélites entram na atmosfera terrestre uma vez por semana. Um grande satélite como o UARS (que tem 10 metros de comprimento e 4,5 metros de diâmetro) volta à Terra uma vez por ano.

 

A maior parte do UARS vai queimar durante sua entrada na atmosfera, mas até 26 pedaços individuais, de massa combinada de 500 kg, irão sobreviver à queda, afirmou Nicholas Johnson, cientista do Programa de Controle de Detritos em Órbita da Nasa. O maior pedaço esperado, parte da estrutura do satélite, deve pesar 150 kg, acrescentou.

 

Segundo a Nasa, os detritos muito provavelmente cairão no oceano ou em áreas não habitadas. A órbita do satélite passa por grande parte do planeta, desde o norte do Canadá até parte do sul da América do Sul. A probabilidade de que alguém seja atingido pelos detritos é de um em 3.200, afirmou a agência espacial.

 

Devido ao seu grande tamanho, a entrada na atmosfera do satélite será visível, caso haja alguém por perto.

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