Satélite Planck produz sua primeira imagem completa do Universo

Observatório europeu prepara o mapa mais completo da radiação que restou do Big Bang

estadao.com.br

05 Julho 2010 | 14h16

Mapa ajudará a desvendar a estrutura que deu origem às galáxias atuais. Divulgação/ESA

 

A missão Planck, da Agência Espacial Europeia (ESA), produziu sua primeira visão do céu inteiro. Segundo pesquisadores da ESA, o mapa oferece não somente uma nova visão do processo de formação de estrelas como ainda dá pistas sobre a formação do universo após o Big Bang. 

 

"Este é o momento para o qual o Planck foi concebido", disse, em nota, o diretor de Exploração Robótica e Ciência da ESA, David Southwood. "Não estamos dando a resposta. Estamos abrindo as portas de um Eldorado onde cientistas poderão buscar as pepitas que levarão à compreensão de como nosso Universo veio a ser e como ele funciona agora".

 

O disco principal da Via Láctea corta o centro da imagem. faixas de poeira fria se projetam acima e abaixo da galáxia. Essa teia galáctica é onde novas estrelas estão surgindo, e o Planck encontrou diversos locais onde estrelas individuais começam a nascer ou dão início ao ciclo de desenvolvimento. 

 

O fundo manchado da imagem é radiação de fundo de micro-ondas, a forma de radiação mais antiga do Universo. A imagem da Via Láctea mostra o estado atual de nossa vizinhança cósmica, e as micro-ondas, como o Universo era antes que surgissem as primeiras estrelas.

 

A missão do Planck é decodificar esse padrão do pando de fundo e mostrar o que aconteceu nos primórdios do tempo e do espaço.

 

O padrão de micro-ondas é a planta a partir da qual os atuais aglomerados e superaglomerados de galáxias foram construídos. As diferentes cores representam pequenas diferenças de temperatura e densidade de matéria no céu. Essas irregularidades evoluíram, ao longo de bilhões de anos, em regiões muito densas, que deram origem às galáxias atuais.

 

O pano de fundo cobre todo o céu, mas muito dele fica escondido, nesta imagem, pela emissão da Via Láctea, que  era de ser filtrada digitalmente  para que o padrão das micro-ondas apareça por completo.

 

Quando esse trabalho estiver pronto, o Planck terá gerado a mais precisa imagem do fundo de micro-ondas já criada. A questão principal é se os dados revelarão a assinatura de um período, chamado inflação, que é previsto em muitas teorias sobre os primórdios do Universo. A inflação teria ocorrido logo após o Big Bang, levando a uma expansão violenta do Universo num período muito curto.

 

Quando sua missão se encerrar em 2012, o Planck terá completado quatro varreduras completas do céu.

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