Satélites do sistema de navegação Galileu são colocados em órbita

Nave Soyuz foi lançada pela primeira vez de fora do território da ex-União Soviética

estadão.com.br com Efe e Reuters,

21 de outubro de 2011 | 09h10

KOUROU, Guiana Francesa - Após problemas que adiaram o lançamento na quinta-feira, 20, a nave Soyuz foi lançada com sucesso da Guiana Francesa nesta sexta-feira, 21, às 8h30 (Horário de Brasilia). O foguete colocou em órbita os dois primeiros satélites do sistema de navegação Galileu, que competirão com o GPS americano a partir de 2014. 

 

As naves Soyuz voam desde 1966, e são mais antigas até mesmo que os primeiros mísseis balísticos intercontinentais da Guerra Fria. Mas esta é a primeira vez que ela foi lançada de fora do território da ex-União Soviética.

 

Depois de quase 11 minutos do lançamento, o foguete entrou na fase de acesso da cápsula Fregat, que com os dois satélites de 700 quilos cada, desligou seus motores pouco depois e entrou em uma fase balística de 3 horas e 20 minutos que serviu para levá-los a órbita adequada, a 23 mil quilômetros de altitude sobre a Terra.

 

Após atingir esse ponto, a Fregat voltou a ligar seus motores até se estabilizar e colocar os satélites no ponto desejado, exatamente 3 horas, 49 minutos e 27 segundos depois do lançamento, completando a missão que iniciará o sistema de navegação Galileu.

 

Foi então que os responsáveis pela Arianespace, o consórcio espacial europeu encarregado do lançamento, deram por completa a missão de um dos projetos mais ambiciosos da história aeroespacial europeia. Nesse momento, os engenheiros romperam o silêncio com aplausos e se abraçaram para comemorar o êxito da missão.

 

A Comissão Europeia fará a abertura da licitação para a construção de 6 a 8 satélites que continuarão abastecendo a constelação até que em 2020 haja 30 em órbita e o projeto termine, explicou o vice-presidente da organização, Antonio Tajani, em Kuru, na Guiana Francesa.

 

Os membros europeus defendem as vantagens que o Galileu trará não só à gestão de transporte (aumento da segurança, agilização das operações, redução da deterioração do meio ambiente), mas também aos serviços para a agricultura, pesca, saúde, além da luta contra a imigração ilegal.

 

A Bélgica calcula também que a iniciativa europeia trará um retorno na "economia real" de cerca de 90 bilhões de euros.

 

Após mais de 15 anos de cooperação entre a Bélgica e a Rússia e 462 milhões de euros investidos pela União Europeia (UE), a mítica nave russa decolou pela primeira vez do Centro Espacial Europeu de Kuru.

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