Antonio Lacerda/ EFE
Antonio Lacerda/ EFE

Saúde: 271 pedidos de exportação de equipamentos de proteção foram interceptados nesta semana

Entre os produtos barrados pela Receita Federal e Polícia Federal, estavam máscaras e luvas

Marlla Sabino e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2020 | 20h04

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, informou que 271 requisições de exportação de equipamentos de proteção para profissionais de saúde foram interceptadas nesta semana pela Receita Federal e Polícia Federal. Entre os produtos, estavam máscaras e luvas médicas.

O Senado aprovou na última quarta-feira, dia 25, projeto que proíbe ou limitaa  exportação de produtos médicos, hospitalares e de higiene essenciais ao combate da covid-19 no País. A restrição vale durante o estado de emergência de saúde pública, até 31 de dezembro.

A disponibilização dos produtos foi discutida em reunião com governadores, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Os governadores reclamam da demora na chegada dos equipamentos aos Estados. Segundo Gabbardo, a dificuldade deve-se pela redução na quantidade de voos, principalmente na região Norte e Nordeste.

"Agora estamos com uma logística com o Ministério da Infraestrutura, que está ajudando muito, estão disponibilizando outros tipos de transporte. Também em alguns casos utilizaremos a Força Aérea Brasileira para distribuição de medicamentos, vacina e equipamentos", afirmou. Segundo Gabbardo, todos os Estados já receberam duas remessas de produtos e equipamentos. Ele disse ainda que o Ministério já está operacionalizando uma próxima rodada.

Evolução dos casos

O secretário em vigilância de saúde do ministério, Wanderson Oliveira, afirmou que ainda não é possível avaliar se o ritmo de crescimento de contaminações pela covid-19 está em uma velocidade segura. De acordo com dados apresentados, a taxa de crescimento de contaminados no Brasil ficou em cerca de 20% por dia na semana passada. O índice está abaixo do estimado pela pasta, que é de 33% no números de casos diariamente.

Teste rápido

O Ministério da Saúde planeja iniciar na próxima semana os testes rápidos para identificação do novo coronavírus. A princípio, segundo Wanderson Oliveira, serão usados em profissionais de saúde, que podem identificar com mais facilidade os sintomas da doença.

O secretário ressaltou que há várias marcas disponíveis no mercado e que podem apresentar resultados diferentes do que os prometidos pelos fabricantes. Segundo ele, algumas das opções já foram liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outras estão em análise.

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