Saúde admite que diagnóstico de Aids ainda é tardio no Brasil

Relatório mostra redução de 26% nos gastos de medicamentos anti-retrovirais no período de 2006 para 2007

Ligia Formenti, O Estado de S. Paulo

14 de fevereiro de 2008 | 14h05

O Ministério da Saúde divulgou, nesta quinta-feira, 14, um relatório sobre dados de aids entre 2005 e 2007. O trabalho mostra que 43,7% das pessoas de 15 anos ou mais que são portadoras do HIV fizeram um diagnóstico da doença tardiamente. Desse total, 28,7% estavam em estado grave de saúde e morreram logo no início do tratamento. "Esse dado mostra que ainda temos muito o que fazer para melhorar a detecção da doença", afirmou a coordenadora do Programa nacional de DST-Aids, Mariângela Simão.   Confira: Íntegra do relatório   No caso de pacientes maiores de 60 anos, a chance de o diagnóstico só ocorrer tardiamente é de praticamente 60%, de acordo com o relatório.   O trabalho considerou como "diagnóstico tardio" o que ocorre quando o paciente apresenta sintomas de doenças ligadas à Aids ou tem constatado, em exame, um sistema imunológico já comprometido.   O relatório mostra ainda uma redução de 26% nos gastos de medicamentos anti-retrovirais no período de 2006 para 2007. Ano passado foram gastos R$ 710 milhões e em 2006, R$ 960 milhões.   Essa economia ocorreu mesmo com o aumento do número de pacientes que usam os remédios antiaids e é atribuída à negociação de preços com laboratórios multinacionais, à licença compulsória e também à queda do dólar.  

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