Saúde confirma quatro caso de gripe na região de Campinas

A secretaria adotou a norma de não divulgar mais a cidade de procedência dos novos casos da doença

Tatiana Fávaro, de O Estado de S. Paulo,

18 Junho 2009 | 18h45

A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou nesta quinta-feira, 18, um novo caso de infecção pelo vírus influenza A (H1N1) na região. Trata-se de uma mulher de 30 anos que retornou de viagem aos Estados Unidos. Este é o quarto caso confirmado de gripe suína na região desde o dia 28 de maio. A secretaria adotou a norma de não divulgar mais a cidade de procedência dos novos casos, para preservar a privacidade dos pacientes.

 

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O primeiro caso foi de um homem de 29 anos, morador de Vinhedo, que também esteve nos Estados Unidos. O segundo caso foi de uma monitora de uma creche em Campinas, moradora de Vinhedo, que teve contato próximo com o primeiro caso. Ambos ficaram em área de isolamento do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e tiveram alta no dia 3 de junho de junho. O terceiro caso, confirmado na última terça-feira, 16, foi de um homem de 27 anos, morador de Sorocaba, que viajou à Argentina. Tanto a terceira quanto a quarta pessoa infectadas pelo vírus influenza A estão em isolamento domiciliar.

 

De acordo com o médico sanitarista da Vigilância em Saúde de Campinas, André Ricardo Ribas de Freitas, a situação mantém-se sob controle dos órgãos de saúde, já que não há transmissões na comunidade. "Os casos confirmados até agora são de pessoas que foram infectadas em outros países ou de pessoas que tiveram contato com esses pacientes. Não há casos de transmissão de pessoas que foram infectadas aqui e passaram para outras", afirmou Freitas. "Ninguém sabe até quando isso vai durar, pois é provável que daqui a algum tempo pacientes com algum sintoma não se lembrem do influenza A e não recorram aos serviços especializados. Nosso objetivo é atrasar ao máximo esse momento, para dar tempo de fazer uma vacina contra o vírus", disse o médico.

 

Freitas afirmou que no momento da notícia dos primeiros casos de gripe suína suspeitava-se de que a contaminação pelo vírus tivesse consequências mais graves. "Isso ocorreu pelo número de mortes. Mas depois observou-se que casos acompanhados desde o início não apresentavam situação tão grave. O que preocupa é que o vírus pode ter mutações e passar a formas clínicas mais graves", disse.

 

O médico informou que dificilmente um paciente suspeite que está contaminado por influenza A, dada semelhança dos sintomas aos sinais da gripe comum. "Do ponto de vista epidemiológico, a indicação é para a pessoa que esteve em algum país afetado - os mais afetados foram Estados Unidos, México, Chile, Argentina, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Austrália e Japão - procurar um serviço médico", afirmou Freitas.

 

A secretaria informou que até esta quinta-feira os registros apontavam sete casos suspeitos na região, dos quais cinco são de Campinas e viajaram para o exterior (um para a Europa, um para o Chile e três para a Argentina), e dois são de outras cidades do interior paulista (um referente a uma pessoa que viajou para a Argentina e outro, para a França). Outros 19 casos suspeitos foram descartados pelos órgãos de saúde da cidade. Até o momento, 82 países têm casos confirmados e divulgados da doença, de acordo com informações dos governos e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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