Valéria Gonçalvez/AE
Valéria Gonçalvez/AE

Saúde de SP ganha manual de atendimento à gestante

Objetivo é orientar os municípios no atendimento a grávidas e mães de recém-nascidos no SUS

estadão.com.br

01 Junho 2010 | 18h24

SÃO PAULO - A Secretaria de Estado da Saúde lançou nesta terça-feira, 1º, o kit de apoio às ações de Atenção à Gestante e à Puérpera (mulheres que acabaram de dar à luz) no Sistema Único de Saúde de São Paulo. O objetivo é orientar os municípios paulistas no atendimento a grávidas e mães de recém-nascidos, definindo medidas essenciais a serem adotadas na rede pública.

 

O material, com tiragem inicial de 10 mil exemplares, é composto de um manual técnico destinado a médicos e enfermeiros que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), um manual de orientação ao gestor, cuidados para consulta rápida e dois CD-roms com todo o material disponível. Além disso, os municípios que se interessarem pelo projeto receberão a caderneta da gestante.

 

A intenção da Secretaria é melhorar a qualidade da assistência pré-natal no Estado, reduzindo a mortalidade materno-infantil e oferecendo maior bem-estar e segurança às mulheres durante a gravidez.

 

As medidas essenciais propostas aos municípios são, entre outras, a realização de no mínimo dois ultra-sons durante a gravidez, duas consultas pós-parto e exames que identificam gestantes com infecção assintomática por estreptococo B, que causa doenças em recém-nascidos.

 

Também são propostos exames mais específicos para diagnosticar diabetes, exames para hepatite B e toxoplasmose, além da realização de urocultura para identificar infecção urinária mesmo em pacientes sem sintomas, o que pode ocasionar parto prematuro.

 

"Vamos padronizar o mínimo do atendimento que as gestantes devem receber. Para aqueles municípios que já atingiram as medidas essenciais, vamos propor outras ações" afirma Tânia Lago, coordenadora da área de Saúde da Mulher da Secretaria de Estado da Saúde.

 

Cobertura pré-natal

 

Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde com base nos dados da Fundação Seade aponta que 76,1% das grávidas do Estado de São Paulo passam por pelo menos sete consultas de pré-natal nas UBS, superando o mínimo de seis atendimentos recomendados pelo Ministério da Saúde e o de quatro estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde.

 

Essa cobertura, referente a 2008 (último ano disponível), é 41% superior ao registrado no ano 2000, quando 53,8% das gestantes recebiam pelo menos sete consultas de pré-natal no Estado.

 

Os números são crescentes ano a ano. Em 2001, a cobertura de pré-natal acima da meta estipulada pelo Ministério da Saúde foi de 58,1%; 62,8% em 2002, 66,4% em 2003, 71% em 2004, 73,4% em 2005, 73,8% em 2006 e 74,7% em 2007.

 

"O atendimento médico pré-natal é fundamental para a boa saúde da mãe e de seu bebê. A realização de consultas e exames regulares ajuda no desenvolvimento de uma gestação segura e no combate à mortalidade materno-infantil", afirma Tânia Lago.

 

Anualmente, cerca de 2,5 milhões de consultas de pré-natal são realizadas nos 645 municípios paulistas.

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