TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO - 20/10/2021
TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO - 20/10/2021

Saúde anuncia 4ª dose da vacina contra o coronavírus para imunossuprimidos acima de 18 anos

Novo reforço vale para brasileiros que tenham alto grau de imunossupressão e deve ser aplicada quatro meses após a terceira dose

João Ker, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2021 | 15h17

Como anunciado no último sábado, o Ministério da Saúde publicou nota técnica na manhã desta segunda-feira, 20, na qual determina a redução do intervalo de aplicação da dose de reforço da vacina contra o coronavírus para quatro meses. O documento também estabelece agora uma quarta dose do imunizante, a ser aplicada quatro meses depois da terceira em todos os imunocomprometidos acima dos 18 anos.

A nota é assinada por Rosana de Leite Melo, secretária executiva de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde. No documento, ela frisa "a capacidade das diferentes vacinas em induzir memória imunológica, bem como de amplificar a resposta imune com dose de reforço ao esquema vacinal inicial na população em geral acima de 18 anos de idade no Brasil". 

Para aqueles que têm 18 anos ou mais e foram imunizados com a vacina de aplicação única da Janssen, a dose de reforço (segunda) deve ser administrada dois meses depois. Já gestantes e puérperas (45 dias após o parto) devem receber o reforço cinco meses após completarem o esquema vacinal. Neste caso, o imunizante indicado é o da Pfizer.

A estratégia foi anunciada como uma forma de conter o avanço da variante Ômicron no Brasil. Em São Paulo, o intervalo de quatro meses para a dose de reforço foi adotado desde o último dia 2.

A ideia de uma quarta dose foi inicialmente apresentada por Rosana em 8 de outubro, durante reunião com a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI). Na ocasião, a secretária apresentou quatro cenários possíveis de planejamento da compra de vacinas para 2022. Em dois dos modelos propostos, o governo federal previa a vacinação semestral de idosos acima dos 60 anos.

Abaixo, confira a lista de comorbidades encaradas como "alto grau de imunossupressão" pelo Ministério da Saúde:

  • Imunodeficiência primária grave;
  • Quimioterapia para câncer;
  • Transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas (TCTH) com uso de drogas imunossupressoras;
  • Pessoas vivendo com HIV/AIDS;
  • Uso de corticóides em doses ≥20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, por ≥14 dias;
  • Uso de drogas modificadoras da resposta imune;
  • Auto inflamatórias, doenças intestinais inflamatórias;
  • Pacientes em hemodiálise;
  • Pacientes com doenças imunomediadas inflamatórias crônicas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.