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Saúde lança campanha para doação de leite para bebês prematuros

Líquido materno coletado representa 55% da demanda do País e diminui o risco de hipertensão, colesterol, diabete e obesidade

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

20 Maio 2015 | 11h41

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde lançou na manhã desta quarta-feira, 20, a campanha nacional para incentivar a doação de leite humano para bebês prematuros. Atualmente, o leite materno coletado representa 55% da demanda do Brasil. No ano passado, bancos armazenaram 184 mil litros de leite, o suficiente para alimentar 178 mil recém-nascidos.

O coordenador da área de Saúde da Criança da pasta, Paulo Bonilha, afirmou que o número de doadoras cresceu 30% entre 2008 e 2014. No mesmo período, houve um aumento de 11% na quantidade de leite doada. "A evolução é significativa, mas precisamos avançar mais", disse.

Cada litro é suficiente para amamentar 10 prematuros. Das 2,9 milhões de crianças nascidas em 2013, 11,9% foram prematuras. Brasília conseguiu alcançar autossuficiência. Toda demanda é atendida pela rede de leite humano regional.

Atualmente, existem no País 215 bancos de leite e 98 postos de coleta.  O aleitamento materno, de acordo com dados do Ministério da Saúde, é capaz de reduzir em 13% a mortalidade de menores de cinco anos. O recomendado é que crianças sejam alimentadas exclusivamente com leite materno até seis meses de idade.

Crianças alimentadas com leite materno têm menor risco de desenvolver na vida adulta hipertensão, colesterol, diabete e obesidade.

O Ministério da Saúde convidou para o lançamento da campanha mães doadoras do banco de leite e mães de bebês beneficiados com a doação. A apresentadora Maria Paula, embaixadora da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, também participou do lançamento.

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