Jaipal Singh/EFE
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Saúde pedirá novamente à Anvisa autorização para importar vacina indiana Covaxin

No dia 31 de março, a agência rejeitou pedido semelhante para autorização 'excepcional e temporária' para importação e distribuição deste imunizante

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2021 | 12h39

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde fará um novo pedido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de autorização para importação da vacina indiana Covaxin. Segundo apurou o Broadcast, a expectativa da pasta é que, desta vez, a autorização emergencial seja concedida pelo órgão, o que permitirá trazer ao Brasil as 20 milhões de doses já compradas do imunizante ainda no mês de maio.

No dia 31 de março, a Anvisa rejeitou pedido semelhante da Saúde para autorização "excepcional e temporária" para importação e distribuição da vacina Covaxin, produzida pelo laboratório Bharat Biotech, da Índia.

Na época, a agência afirmou que os dados apresentados sobre a vacina não comprovaram a "qualidade e eficácia" do imunizante. No dia anterior, a agência já havia indeferido o pedido de certificação das fábricas do laboratório Bharat Biotech. Os diretores reforçaram que a equipe da Anvisa enviada para o país da farmacêutica identificou inconformidades no processo de fabricação e que, pelos dados apresentados, aceitar a Covaxin neste momento seria um risco.

Segundo o Broadcast apurou, a avaliação no governo brasileiro é que o quadro mudou em relação à vacina e que os problemas apontados pela Anvisa foram superados e o imunizante já poderá ser aprovado.

O argumento é reforçado, inclusive, porque, no dia 13 de maio, a própria Anvisa autorizou os estudos da Fase 3 - a última antes da autorização para uso - com 4.500 pessoas no Brasil, que estão sendo conduzidos pelo Albert Einstein.

Se a aprovação da Anvisa sair em até uma semana, o laboratório indicou que poderá mandar os 20 milhões contratados até o fim de maio, em duas cargas de 10 milhões de unidades cada. De acordo com o laboratório, estudos mostraram que a eficácia em geral da vacina foi de 78%, segundo dados preliminares, com 100% de eficácia para evitar casos graves da doença.

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