André Dusek/AE
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Saúde usará redes sociais para atrair doadores de sangue

Brasil tem 2% da população como doadores; nível recomendado da OMS é de 3%

Agência Brasil

14 de junho de 2012 | 11h50

As redes sociais são a aposta do Ministério da Saúde para ampliar o número de doadores de sangue, disse nesta quinta-feira, 14, o titular da pasta, Alexandre Padilha.

 

Segundo Padilha, o banco virtual criado pelo ministério no Facebook, em novembro de 2011, já conta com mais de 7 mil doadores voluntários. O objetivo é dobrar esse número, alcançando 15 mil até o fim do ano. A iniciativa cadastra potenciais doador e os direciona aos hemocentros mais próximos.

 

"Vamos conectar esse banco virtual com cada hemocentro do país, que poderá fazer uma busca ativa dos doadores cadastrados. Quando seus estoques estiverem reduzindo, o hemocentro pode mandar mensagem aos doadores para que eles venham doar sangue naquela cidade, naquele estado", explicou Padilha, no Rio de Janeiro, após doar sangue no Instituto Estadual de Hematologia (Hemorio). O ato marcou o Dia Mundial do Doador Voluntário.

 

Padilha, porém, lembrou que os meses de junho e julho são considerados os mais críticos em relação aos estoques de sangue, quando são registradas reduções de até 25% nas doações. "São meses de férias, de inverno e de chuva em várias regiões. Nossas campanhas em locais abertos também ficam comprometidas", explicou. Padilha acrescentou que o procedimento é totalmente seguro tanto para os doadores quanto para quem recebe sangue.

 

Atualmente, 2% da população brasileira é de doadores. O patamar recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 3%. O país tem 36 polos de hemocentros e mais de 300 hemocentros públicos. O Ministério da Saúde investiu, no ano passado, R$ 380 milhões na rede de sangue e hemoderivados no país. Para este ano, está previsto investimento no valor de R$ 580 milhões. 

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