Schering se defende da Merck e busca comprador

O laboratório alemão Schering começou ontem sua busca por um comprador disposto a pagar 17,5 bilhões pela companhia, depois que a direção da empresa rejeitou uma oferta hostil de 15 bilhões feita pela rival doméstica Merck. Fontes próximas à situação disseram que a Schering espera pela aproximação de um bom número de grupos farmacêuticos europeus, afirmou o jornal The Times Londres. Disseram também que a companhia poderia se jogar alegremente nas mãos de um comprador disposto a fazer uma oferta que comece em 90 por ação. Ontem, as ações da Schering deram um salto de 25% na Bolsa de Frankfurt, chegando a 83,73, depois que um dos executivos da empresa, Giuseppe Vita, disse esperar que uma contra-proposta pela empresa apareça em um futuro próximo. Indagado se esse potencial comprador já havia se mostrado para a direção da Schering, Vita disse: "Ainda não, mas acredito que ele estará batendo em nossa porta muito em breve." Segundo analistas, essa nova oferta poderá começar em cerca de 85 por ação, ou cerca de 8 acima da oferta feita pela Merck. A lista de potenciais candidatos à compra da Schering inclui a GlaxoSmithKline, vista sempre como grande aproveitadora de oportunidades como essa, a Novartis, que já colabora com a Schering em pesquisas de tratamento de câncer, e a americana Johnson & Johnson. Também são citadas como possíveis candidatas a AstraZeneca, Abbott Laboratories, Bayer e a Boehringer Ingelheim. Em uma nota para investidores, o banco Dresdner Kleinwort Wasserstein fomentou as especulações ao sugerir que fundos de investimentos privados também mantinham um olho sobre a companhia. "Mantemos nossa posição de que a Schering é um óbvio alvo de aquisição", disse a nota.

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