Se for necessário, Brasil trará mais médicos cubanos, diz Padilha

Expectativa do ministro é preencher, até dezembro, 6,6 mil vagas na terceira etapa do programa Mais Médicos

Beatriz Bulla e Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

29 Novembro 2013 | 14h11

SÃO PAULO - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta sexta-feira, 29, que pode ampliar a parceria com Cuba para trazer médicos ao Brasil, caso não consiga o número suficiente de inscritos para bater a meta de distribuição de 13 mil profissionais pelo País até março de 2014. Até dezembro, a expectativa é preencher 6,6 mil vagas pelo programa Mais Médicos, que na quinta-feira, 28, abriu as inscrições para a sua terceira etapa a brasileiros e estrangeiros.

"Se for necessário, o Brasil vai aumentar o número de médicos que vêm da parceria com Cuba para que a gente possa atender a meta de 13 mil médicos até março de 2014", disse Padilha, ao deixar evento com empresários que compõem a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), no escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo.

O Ministério da Saúde tem expectativa de que a terceira etapa de inscrições atraia mais médicos brasileiros, principalmente recém formados no final deste ano que não farão especialização. Além disso, Padilha conta com médicos estrangeiros que ainda não haviam completado a documentação e aqueles que acabam de voltar de férias do verão europeu.

São Paulo. Na segunda etapa do programa, o Estado de São Paulo foi o maior beneficiado em número de profissionais recebidos. Padilha, cotado para a disputa eleitoral no Estado em 2014 pelo PT, reiterou nesta manhã que o Estado de São Paulo foi o que mais demandou médicos. Além disso, Padilha comentou que, proporcionalmente por número de habitantes, Estados como Bahia e Ceará, recebem mais médicos do que Estados do Sul e Sudeste.

Dados do IBGE relativos a 2011 divulgados nesta sexta apontam que apenas a Região Sudeste alcança a meta de 2,5 médicos por mil habitantes. Questionado sobre o assunto, Padilha afirmou que não é possível "pegar uma proporção total de médicos e achar que isso está distribuído em todo o Estado e que isso significa profissionais na atenção básica de saúde".

De acordo com o ministro, São Paulo demandou 2,5 mil profissionais e a meta deve ser atendida até março do próximo ano. "Até março de 2014 todo pedido de médicos de todos os Estados será atendido", afirmou. O ritmo de distribuição depende do número de pessoas que dependem apenas do Sistema Único de Saúde (SUS) e da quantidade de moradores em situação de pobreza, reiterou Padilha. 

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