Divulgação
Divulgação

Secretaria de Saúde de MG confirma 23 mortes por febre amarela

Governo do Estado enviou recomendação a três prefeituras de cidades que fazem divisa com municípios de SP para que população compareça a postos de vacinação

Leonardo Augusto, Especial para O Estado

19 Janeiro 2017 | 19h21

BELO HORIZONTE - A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais informou nesta quinta-feira, 19, que o Estado já registra 23 mortes confirmadas para febre amarela. O número é quase três vezes superior ao informado na quarta pelo Ministério da Saúde (8). Trata-se da maior epidemia de febre amarela registrada em Minas Gerais, segundo a secretaria. 

O governo de Minas Gerais enviou recomendação a três prefeituras de cidades que fazem divisa com municípios de São Paulo para que a população compareça aos postos de vacinação contra a febre amarela. Em todos há rumor de mortes de macaco, a primeira suspeita de que a doença pode ocorrer na região. 

Há ainda 206 casos notificados de febre amarela em Minas. As três cidades do Estado que têm limites com São Paulo pela suspeita de morte de macacos por febre amarela são Sacramento, que fica na regional de saúde de Uberaba, Claraval, na regional Passos, e Toledo, na regional Pouso Alegre.

"Não há alarme, mas é importante que a população dessas cidades compareça aos postos de saúde para atualização do cartão de vacinação", afirma o secretário de Saúde de Minas, Sávio Souza Cruz. Todas as mortes registradas até o momento pela doença em Minas ocorreram nas quatro regionais de saúde que tiveram decretada situação de emergência por causa da doença: Teófilo Otoni (Vale do Mucuri), Governador Valadares (Leste), Coronel Fabriciano (Vale do Aço) e Manhumirim (Zona da Mata).

Claraval, uma das cidades mineiras próximas ao Estado de São Paulo que tiveram recomendação para que a população compareça aos postos de saúde, faz limite com Franca, município de aproximadamente 350 mil habitantes. 

Números. Conforme o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde de Minas Gerais, Rodrigo Said, a diferença do número de mortes de quarta para quinta ocorreu por modificação nos critérios de análises de exames feitos para diagnosticar a doença. O subsecretário disse ainda que uma equipe do Ministério da Saúde que está em Belo Horizonte participou da revisão dos números com base nos exames.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.