Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Secretário de Guedes se desculpa por dizer que probabilidade de 2ª onda de covid-19 era baixa

Secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou que não deveria ter se pronunciado sobre tema fora de sua área

Lorenna Rodrigues / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2021 | 13h35

Depois de ter dito em novembro que a probabilidade de uma segunda onda de contaminações pela covid-19 era “baixa” porque vários Estados do País estavam caminhando para a “imunidade de rebanho”, o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, pediu desculpas nesta sexta-feira, 8, por ter tocado no tema.

Em evento virtual promovido pelo site Jota, ele disse que essa é uma questão epidemiológica e não deveria ter sido tratada por ele. “Não deveria ter me pronunciado sobre segunda onda. Não é a área da SPE, não faz sentido eu me pronunciar sobre isso, aproveito e peço desculpas”, afirmou. “Foi um erro meu ter falado sobre segunda onda, aproveito a oportunidade para me desculpar”.

A declaração sobre a baixa probabilidade de uma segunda onda foi dada pelo secretário no dia 17 de novembro, quando o Brasil registrava média móvel de mortos por coronavírus de 557, uma elevação de 45% em relação aos 14 dias anteriores. “Os estudos que temos mostram que muitos Estados atingiram ou estão muito próximos de atingir a imunidade de rebanho. Honestamente, acho baixa a probabilidade de segunda onda no Brasil", respondeu Sachsida, na época.

Responsável pelas projeções do ministério de Paulo Guedes, Sachsida chegou a dizer que estados como Roraima e Amazonas estariam próximos à imunidade de rebanho e creditou os dados às análises de “dois PHDs” (pós doutorado) da secretaria.

Ontem, o Brasil ultrapassou 200 mil mortes pelo coronavírus e a média móvel de óbitos chegou a 741, alta de 7% em relação a 14 dias antes, de acordo com dados do consórcio de imprensa formado para compilar informações sobre a pandemia. Em Roraima, o número de mortes subiu 500% e, no Amazonas, 164% até ontem.

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