Joédson Alves/ EFE
Joédson Alves/ EFE

Segundo hospital de campanha do governo será construído em Manaus, afirma Mandetta

Ordem de serviço para o início das obras, segundo ele, deve ser assinada neste domingo, 12

Jussara Soares, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2020 | 14h54

ÁGUAS LINDAS - O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse neste sábado, 11, que o governo federal construirá um hospital de campanha com 200 leitos para atender pacientes de coronavírus em Manaus. A ordem de serviço para o início das obras, segundo ele, deve ser assinada neste domingo, 12. A informação foi dada após Mandetta acompanhar o presidente Jair Bolsonaro na vistoria de um hospital de campanha em Águas Lindas, em Goiás, cidade localizada a 45 quilômetros de Brasília.

 O hospital improvisado na cidade goiana está sendo instalado em uma área de 10 mil metros quadrados e terá 200 leitos se semi-UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Serão atendidos pacientes de Goiás e do Distrito Federal. A construção começou há uma semana e a previsão é que esteja pronto em 15 dias. Há quinze anos, Águas Lindas aguarda a conclusão de um hospital.

“Aqui tem uma obra paralisada que nunca saiu e agora estamos tendo que improvisar para dar o mínimo de condição de atendimento em uma região que tem ausência de infraestrutura proporcional ao tamanho da população. O que nos resta é fazer uma unidade de campanha, improvisada para não deixar ter desassistência”, disse o ministro.

O estado do Amazonas havia registrado 50 mortes causadas pelo coronavírus, conforme boletim divulgado nesta sexta-feira (10) pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). Com 82 novos casos confirmados, o número total no estado chegou a 981. Manaus concentrava, até o boletim da sexta, 863 casos confirmados da doença, com 42 mortes. No interior, o número de confirmados chegava a 118, em 16 municípios diferentes, com 8 óbitos pela doença.

O governo do Amazonas anunciou, na tarde desta sexta-feira (10), que o Hospital Delphina Aziz, referência em atendimento aos pacientes com coronavírus, atingiu a capacidade máxima operacional. Sem condição de operar por falta de profissionais, o governo diz atuar para novas contratações e assegura que "nenhum caso ficará sem assistência" na rede pública. Novos pacientes serão remanejados para outras unidades de Manaus.

O Sindicato dos Médicos do Estado do Amazonas (Simeam) emitiu, na manhã deste sábado (11), uma nota assinada pelo médico Mário Viana, presidente do sindicato, em que pede a intervenção do governo federal na Saúde do Amazonas, reforça o descontentamento dos profissionais da saúde com o governo estadual e questiona a troca do secretário de Saúde, Rodrigo Tobias por Simone Papaiz, nesta quarta-feira (8), feita pelo governador Wilson Lima.

Receba no seu email as principais notícias do dia sobre o coronavírus

Para Entender

Coronavírus: veja o que já se sabe sobre a doença

Doença está deixando vítimas na Ásia e já foi diagnosticada em outros continentes; Organização Mundial da Saúde está em alerta para evitar epidemia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.