Segundo paciente a ter cobertura de transplante negada no Arizona morre

Estado reduziu financiamento do plano de saúde estatal Medicaid no ano passado

AP

06 Janeiro 2011 | 17h06

PHOENIX - Mais um paciente que teve a cobertura de transplante negada pelo Estado do Arizona após um corte de orçamento morreu. Segundo a porta-voz do Centro Médico Universitário (UMC, na sigla em inglês), Jo Marie Gellerman, esse segundo óbito, no dia 28 de dezembro, foi decorrente muito provavelmente de uma redução na cobertura médica.

O paciente morreu em outro centro médico, depois de ser retirado da lista do UMC para um transplante de fígado necessário em decorrência de hepatite C. Jo Marie alegou "requisitos de privacidade médica" para não divulgar nenhuma informação sobre a vítima.

Em 1º de outubro do ano passado, o Arizona reduziu a cobertura do plano de saúde estatal Medicaid para transplantes, em uma série de cortes para ajudar a contornar um déficit no orçamento do Estado.

É impossível dizer com 100% de certeza se o paciente teria morrido de qualquer maneira, com ou sem a cobertura, afirmou a porta-voz. "Mas sabemos que a condição dele se tornou mais grave desde que foi retirado da lista. O agravamento do estado deveria ter elevado seu lugar na fila de espera", acrescentou.

Um homem chamado Mark Price, da região de Phoenix, morreu no dia 28 de novembro após complicações na preparação de um transplante de medula óssea, que era para ser de financiamento privado. Esse pagamento foi concedido de forma anônima, após a Associated Press e outros meios de comunicação noticiarem que havia dois possíveis doadores em 1º de outubro, mesmo dia em que a cobertura foi reduzida.

O óbito da segunda pessoa foi relatado pela emissora local KOLD-TV em Tucson e pelo jornal Arizona Guardian.

Democratas e outros críticos têm reagido contra a governadora republicana, Jan Brewer, e o Legislativo sobre a redução de cobertura para transplantes no Estado. O líder da minoria sobre orçamento no Senado, David Schapira, solicitou a restauração de cerca de US$ 1,4 milhão (R$ 2,3 milhões) de financiamento de serviços médicos.

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