Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Sem dados de São Paulo e do Paraná, Brasil contabiliza média móvel diária de 403 mortes por covid-19

Foram confirmados 523 novos óbitos e 29.052 novos diagnósticos nas últimas 24 horas; dados são do consórcio de veículos de comunicação 

Larissa Gaspar, O Estado de S. Paulo

13 de novembro de 2020 | 20h14

A média móvel diária de mortes causadas pelo novo coronavírus no Brasil ficou em 403 nesta sexta-feira, 13. O cálculo registra as oscilações dos últimos sete dias e elimina distorções entre um número alto de meio de semana e baixo de fim de semana. Os Estados de São Paulo e Paraná não divulgaram o número de mortes.

Nos últimos dias, gestores apontaram dificuldades de alimentar o sistema oficial de dados do Ministério da Saúde com os números de infecções e óbitos. Inicialmente, o governo alegou instabilidade no sistema, mas nesta sexta-feira, 13, o secretário executivo admitiu que há indícios de ataque cibernético. O Estado de São Paulo alegou problemas com o Sivep, sistema da saúde que contabiliza mortes por covid-19. O Paraná não informou o motivo da ausência do balanço.

Foram registrados nas últimas 24 horas mais 29.052 casos e 523 mortes, segundo levantamento feito por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL junto às secretarias estaduais de saúde. O total de mortes chegou em 164.855 e o total de testes positivo em 5.811.699. Conforme o Ministério da Saúde. No total,  5.267.567 brasileiros se recuperaram da doença e outros 378.348 seguem em acompanhamento.

O Brasil é o segundo país com mais mortos, atrás apenas dos Estados Unidos, que registrou 244.169  mortes por covid-19, cerca de duas mil a mais desde ontem, 12. No total de infectados, de acordo com a Universidade Johns Hopkins (EUA), o Brasil fica atrás dos Estados Unidos e da Índia.

Parceria

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL, e feito em conjunto com as secretarias estaduais de Saúde. Os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal. De forma inédita, a iniciativa foi uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia e se manteve mesmo após a manutenção dos registros governamentais

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