Seminário em SP mostra novo tratamento a vítimas de radiação

Encontro é organizado por hospital que atende sobreviventes de ataque nuclear na Segunda Guerra Mundial

Milton F. da Rocha Filho,

04 de outubro de 2007 | 14h58

Um seminário para mostrar os tratamentos mais modernos que existem atualmente para vítimas de radiação nuclear, será realizado no Brasil a partir da próxima semana, anunciou o presidente do Hospital Santa Cruz, Paulo Yokota. O hospital atende hoje no País, cerca de 150 pessoas que sofreram radiações no Japão, com as explosões das bombas atômicas da Segunda Guerra Mundial, que atingiram as cidades de Hiroshima e Nagasaki. O seminário será realizado no dia 11 próximo. Yokota salientou que "o seminário terá as presenças das maiores autoridades em tratamento das vítimas da bomba atômica", e será realizado no auditório do próprio hospital Santa Cruz, na rua Santa Cruz, 398, na Vila Mariana, das 9h30 até às 16 horas. O presidente do Santa Cruz informou que entre os palestrantes estão os médicos Shizuteru Usui (MD PhD), presidente da Associação Médica da Província de Hiroshima, Japão; Katsuhide Ito (MD PhD), professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade de Hiroshima, Japão; Hiroo Doi (MD PhD), presidente do HICARE (Hiroshima International Council of the Radiation Exposed) e do Hospital da Cruz Vermelha de Hiroshima, Japão; e o médico Masami Sakoi (MD), diretor do Departamento de Assistência e Seguridade Social de Hiroshima, Japão. Os quatro médicos japoneses farão apresentações em japonês sobre os tratamentos das vítimas de radiações, que serão traduzidas em tempo real para o português. Destina-se aos profissionais que atuam nesta área. Eles são considerados as maiores autoridades mundiais em tratamento de vítimas de radiações, com as experiências colhidas com os pacientes que sofreram as radiações da Bomba Atômica em Hiroshima. O evento será patrocinado pelo HICARE, pela Associação das Vitimas da Bomba Atômica no Brasil (cerca de 150 sobreviventes vivem no Brasil) e pelo Hospital Santa Cruz, informou o presidente do hospital brasileiro, Paulo Yokota.

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