Marcos Oliveira/Agência Senado
Marcos Oliveira/Agência Senado

Senado aprova moção de apelo internacional por vacinas com apoio de 66 senadores

A demanda dos senadores é para que outros países destinem doses excedentes de imunizantes para o Brasil, em função da propagação do vírus e do surgimento de novas variantes no território nacional

Daniel Weterman, Brasília

23 de março de 2021 | 19h18
Atualizado 23 de março de 2021 | 21h22

BRASÍLIA - O Senado aprovou, nesta terça-feira, 23, uma moção de apelo internacional para organismos multilaterais, chamando a atenção para a situação da covid-19 no País e para a necessidade de vacinas à população. O documento foi apoiado por 66 senadores e aprovado por unanimidade no plenário. A demanda é para que outros países destinem doses excedentes de imunizantes para o Brasil, em função da propagação do vírus e do surgimento de novas variantes no território brasileiro.


"A única defesa é a cooperação internacional, com a vacinação urgente de nossa população", diz a moção, apresentada pela presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), Kátia Abreu (PP-TO). O documento será encaminhado para governos dos países do G20, Organização Mundial de Saúde (OMS), Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e parlamentos de outras nações.

Nesta terça-feira, 23, o Brasil registrou 3.158 novas mortes pela covid-19. Pela primeira vez, o País superou a marca de 3 mil mortes por coronavírus registradas em um único dia. A vacinação é apontada por especialistas como única forma de conter o avanço da covid-19 no País e reduzir a necessidade de isolamento social. Durante a sessão no Senado, dirigentes de laboratórios que produzem vacinas contra a covid-19 manifestaram entraves para o cronograma de entregas no ritmo anunciado pelo Ministério da Saúde.

Os senadores pediram que os organismos internacionais viabilizem uma negociação com outros países para priorizar a distribuição de vacinas e insumos para o Brasil. O apelo é para que 100 milhões de novas doses do imunizante sejam enviadas no curto prazo para vacinar um terço da população. "Enquanto o Brasil não avançar no plano de imunização contra a COVID-19, medidas emergenciais como lockdown, toque de recolher e a busca incessante pelo aumento de recursos para atendimento aos pacientes serão necessárias, porém nem sempre efetivas", diz a moção. 

Na última sexta-feira, 19, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), solicitou a permissão para comprar vacinas contra covid-19 estocadas e ainda sem previsão de aplicação nos Estados Unidos. Em ofício à vice-presidente americana, Kamala Harris, o senador justificou o pedido de "disponibilização emergencial" das vacinas reconhecendo que o Brasil é o "atual epicentro" da pandemia e que o avanço do novo coronavírus no País representa um risco ao Ocidente. Até esta terça-feira, 23, o Congresso não recebeu uma resposta do governo americano.

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