ED FERREIRA/ESTADAO
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Senador pede apuração de irregularidades no Mais Médicos

Segundo Ronaldo Caiado, objetvo é saber se recursos repassados a Cuba retornaram ao Brasil como caixa 2 de campanha eleitoral

O Estado de S. Paulo, O Estado de S. Paulo

20 Março 2015 | 19h59

BRASÍLIA - O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) apresentou, ontem, uma representação ao Ministério Público Federal (MPF) em que pede a apuração de irregularidades no Mais Médicos e, caso elas sejam comprovadas, a responsabilização dos gestores responsáveis e o ressarcimento da verba gasta com o programa federal.

No documento enviado à procuradoria, o oposicionista cita uma gravação veiculada no "Jornal da Band", em 17 de março, como prova de que integrantes do governo brasileiro e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) combinaram o mascaramento da "finalidade central do programa de financiar a ditadura cubana". Um dos objetivos da apuração, de acordo com o senador, é saber se os recursos repassados a Cuba retornaram ao Brasil como caixa 2 de campanha eleitoral.

O senador Caiado afirma que o foco da representação é a gestão do ex-ministro Alexandre Padilha, que iniciou o programa. A assessoria da Liderança do DEM no Senado divulgou que estão inclusos como alvos da representação o atual ministro, Arthur Chioro, assessores da pasta, a coordenadora do Mais Médicos na Opas, Maria Alice Fortunato, e o assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia. "Os membros do governo são citados ou participaram da gravação feita em reunião no ministério para finalizar o contrato", afirma a nota da assessoria. 

O oposicionista aponta como irregularidades no Mais Médicos "a divisão do salário entre médicos e o governo de Cuba, a inclusão de fiscais cubanos como médicos para tutelar o trabalho dos profissionais de saúde no Brasil e a inclusão dos termos Mercosul e Unasul no contrato para dar a impressão de que outros países também poderiam participar do convênio com a Opas".

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