Ser filho único não prejudica sociabilidade de adolescentes

Crianças com irmãos são mais sociáveis no jardim da infância, mas vantagem não perdura até o ensino médio

REUTERS

16 de agosto de 2010 | 17h15

Crescer sem irmãos não reduz a capacidade de se relacionar socialmente dos jovens, diz pesquisa realizada com mais de 13.000 estudantes do ensino médio. O trabalho determinou que esses jovens não tinham menos amigos que os colegas que haviam crescido ao lado de irmãos e irmãs.

 

"Não acho que ninguém precise se preocupar que, se você não tiver irmãos, não desenvolverá as habilidade sociais necessárias para se entender com os colegas do ensino médio", disse a pesquisadora Donna Bobbitt-Zeher, da Universidade Estadual de Ohio.

 

Bobbitt-Zeher, que realizou a pesquisa ao lado de Douglas Downey, disse que a tendência rumo a famílias menores nos países industrializados vinha levantando preocupações de que a falta de irmãos pudesse comprometer a desenvoltura social dos jovens.

 

"O medo é que eles possam estar perdendo alguma coisa ao não adquirir habilidades sociais por meio da interação com os irmãos", disse ela.

 

Estudo anterior de Downey havia mostrado que filhos únicos tinham menos habilidade social no jardim de infância, na comparação com os que contavam com pelo menos um irmão.

 

O novo estudo foi projetado para ver se a dianteira social das crianças pequenas com irmãos sustentava-se até o ensino médio.

O trabalho usa dados do Levantamento Nacional de Saúde Adolescente, que entrevistou estudantes em mais de 100 escolas durante o ano letivo de 1994-95.

 

Uma das perguntas da pesquisa pedia que cada estudante identificasse até cinco amigos e cinco amigas da escola. Segundo Bobbitt-Zeher, isso permitiu medir a popularidade dos estudantes, contando quantas vezes cada um era citado pelos demais.

 

Os pesquisadores não encontraram influência do número de irmãos no ranking de popularidade.

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