Ser humano mais velho do mundo faz 115 no domingo

Há apenas 75 pessoas vivas no mundo - 64 mulheres e 11 homens - que têm mais de 110

18 de abril de 2008 | 18h10

Talvez uma vida inteira de trabalho duro na fazenda da família ajude a explicar a longevidade de Edna Parker. Ou talvez os genes bastem para explicar por que a pessoa mais velha do mundo vá completar 115 anos neste domingo, contrariando as probabilidades.   Cientistas que estudam a longevidade esperam que Parker e outras pessoas que vivem até os 110 anos ou mais - os chamados supercentenários - possam ajudar a desvendar o mistério das vidas excepcionalmente longas.   "Não sabemos por que ela vive tanto", disse Don Parker, o neto de 59 anos. "Mas ela nunca foi de se preocupar muito e sempre foi magra, então talvez tenha algo a ver com isso".   Nesta sexta-feira, 18, Edna riu e sorriu enquanto parentes e hóspedes soltaram 115 balões do lado de fora do asilo onde vive. Usando pérolas, um vestido azul de pintinhas brancas e sapatos novos, ela segurou uma rosa vermelha durante a festa.   Há dois anos, pesquisadores do Centro de Estudos de centenários de Nova Inglaterra, na Universidade de Boston, retiraram uma amostra de sangue de Edna para um banco de dados de DNA de supercentenários. O DNA dela agora está preservado com o de cerca de outras 100 pessoas que chegaram aos 110 e cujos genes estão sendo analisados, disse o especialista em envelhecimento Tom Perls, que comanda o projeto.   "Eles são a nossa melhor aposta para encontra o Santo Graal de nossa área, que são os genes que viabilizam a longevidade", disse ele. Há apenas 75 pessoas vivas no mundo - 64 mulheres e 11 homens - que têm mais de 110, de acordo com o Gerontology Research Group, uma organização californiana que checa alegações de idade extrema. Edna, nascida em 20 de abril de 1893, foi reconhecida pelo Livro Guinness como ser humano Amis velho do mundo depois da morte de uma japonesa quatro meses mais velha.   Viúva desde 1938, quando seu marido morreu de ataque cardíaco, Edna morou sozinha numa fazenda até os 100, quando se mudou para a casa do filho, Clifford. Quinze anos depois de ser encontrada desmaiada do lado de fora da casa, numa noite fria de inverno e em meio à neve, ela vive, saudável, no Heritage House Convalescent Center de Shelbyville, ao sul de Indianápolis.

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