Florian Plaucheur/AFP
Florian Plaucheur/AFP

Serra Leoa tem recorde de mortes por Ebola com 121 casos em 1 dia

País é o 2º com maior quantidade de casos da epidemia, que se iniciou em março; especialistas preveem risco de vírus atingir Europa

O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2014 | 09h37

FREETOWN - A Serra Leoa registrou um recorde de mortes pelo vírus Ebola em um só dia com 121 casos no sábado passado, 4. Esse é o maior número já contabilizado em 24 horas pelos países africanos atingidos pela epidemia da doença. 

Segundo dados do Ministério da Saúde de Serra Leoa, durante o sábado 121 pessoas morreram por causa da infecção. Desde o início da epidemia em março, 678 pessoas perderam a vida em razão do Ebola no país, enquanto a quantidade de infectados ultrapassa a marca de 2,4 mil.

Em outros quatro países da África Ocidental, o vírus deixou um total de 3.439 mortos, segundos os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A localidade mais afetada é a Libéria, onde foram registradas 2.061 casos fatais. Na Nigéria e em Guiné, o vírus também deixou infectados e mortos.

Estados Unidos. A primeira pessoa diagnosticada com Ebola nos Estados Unidos está lutando pela sua vida e aparenta não estar tomando nenhum dos medicamentos experimentais desenvolvidos para combater o vírus. Thomas Eric Duncan ficou doente após chegar ao continente americano vindo da Libéria. 

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) informou que doses do medicamento experimental ZMapp estão esgotadas e que a droga não estará disponível a curto prazo. Uma segunda droga experimental feita por uma empresa canadense "poderá ser bem difícil para pacientes tomarem", esclareceu o diretor do CDC, Thomas Frieden.

"Até onde sabemos, medicamentos experimentais não estão sendo usados", disse Frieden. "Cabe aos médicos, a ele próprio e aos familiares decidirem qual tratamento seguir", acrescentou. O CDC identificou 10 pessoas que tiveram contato direto com Duncan e estão em um risco elevado de contrair o vírus. 

Epidemia. Cientistas usaram padrão de evolução da epidemia de Ebola para prever que há 75% de chance que o vírus chegue à França até o final de outubro, e 50% que atinja o Reino Unido. Os números são baseados no tráfego aéreo remanescente. Mesmo com uma eventual redução de 80% nas viagens entre os países afetados e não afetados, o risco da França ainda é de 25% e do Reino Unido, 15%. 

"É realmente uma loteria", disse Derek Gatherer, da Universidade britânica de Lancaster, especialista que vem estudando a epidemia de Ebola. O estudo sugere que alguns poderão levar o vírus à Europa sem saber da infecção.

"Se essa coisa continuar a crescer na África Ocidental e ficar pior, como alguns previram, então será apenas uma questão de tempo antes que um desses casos terminem em um avião para a Europa", disse Gatherer. /EFE E REUTERS

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