Servidores da Saúde fazem paralisação de 2 dias em SP

Parte dos servidores estaduais da Saúde inicia hoje a paralisação dos trabalhos, que está programada para acabar amanhã à tarde. Após o fim do movimento, a Secretaria Estadual da Saúde se reunirá com o sindicato da categoria, que reivindica reajuste salarial de 30% e incorporação de gratificações para ativos e inativos. Os funcionários alegam que entregaram a pauta de reivindicações no dia 10 de março e até hoje a negociação com o governo do Estado não avançou. Outras reivindicações dos servidores são o aumento do vale-refeição de R$ 4,00 para R$ 10,00 e garantia de condições dignas ao trabalhador e conseqüente melhoria das condições de atendimento à população. A presidente do Sindsaúde-SP, Célia Regina Costa, garante que não serão prejudicados os serviços de emergência ou os pacientes que já estiverem internados nos hospitais estaduais. Já as consultas e o atendimento de rotina não funcionarão nas unidades paralisadas. Os hospitais estaduais e centros de atendimento que aderirem à paralisação funcionarão com no mínimo 30% do efetivo, exigido por lei. "A previsão de arrecadação do Estado em 2006 aponta um aumento em torno de R$ 5 bilhões e os 30% que reivindicamos representarão apenas R$ 531 milhões no total da folha de pagamento do funcionalismo estadual", explica a presidente. Atualmente, o piso da categoria na Saúde é de R$ 510. Com os 30% de reajuste passaria para R$ 663. A Secretaria Estadual da Saúde negou que até agora não tenha apresentado uma proposta à categoria. A pasta acredita que os servidores estaduais não irão entrar em greve para "não prejudicar os usuários mais pobres" e fez um alerta: os dois dias não trabalhados durante a paralisação prevista para esta semana serão descontados da folha de pagamento e haverá redução do prêmio incentivo - gratificação que considera o desempenho do servidor. Hoje à tarde, o Sindsaúde deve divulgar o balanço da paralisação em todo o Estado. Até a tarde de ontem, a maioria das unidades que decidiram participar das reivindicações está localizada na Grande São Paulo e no Interior do Estado.

Agencia Estado,

30 de maio de 2006 | 09h40

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