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Setor de turismo ensaia retomada e busca solidificar legado

Na Europa, hotéis acabam com bufês; aposta no Brasil é no turismo nacional

Media Lab Estadão, Media Lab Estadão
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25 de junho de 2020 | 12h08

Na Europa, aonde a onda pandêmica chegou antes e, por isso mesmo, a retomada já começou, o turismo ensaia a volta, pelo menos em nível nacional. Em países como França, Suíça e Holanda, a hotelaria está reaberta. Apesar de o processo ser um pouco mais lento na Espanha e Itália, ele também já ocorre. Em julho, as fronteiras dentro da União Europeia estarão abertas.

As volta dos hotéis é um dos caminhos para que uma das maiores indústrias do planeta – estima-se que anualmente seja gasto mais de um trilhão de dólares somente em acomodações e viagens aéreas no mundo – comece a girar. O que não significa, em hipótese alguma, que a questão da segurança contra o coronavírus será negligenciada, muito pelo contrário.

As principais redes de hotéis se viram obrigadas a atualizar todos os protocolos de higiene, que estão similares aos da limpeza hospitalar. Os procedimentos pós-pandemia incluem o fim dos cardápios de papel e a extinção, sem data para voltar, dos serviços de bufê. As refeições, agora, são pelo sistema à la carte. As medidas, em geral, vão além de tornar o álcool em gel uma amenidade essencial, dentro e fora dos quartos. O room service é também sem contato e o check-in e check-out passaram a ser feitos virtualmente.

Fronteiras fechadas

As capacidades dos hotéis e dos restaurantes foram reduzidas, procedimento que também será inevitável no Brasil. Por aqui, os destinos nacionais estarão em alta quando houver a retomada, até porque ainda teremos quase todas as fronteiras internacionais fechadas para os brasileiros. Mesmo sem um plano oficial voltado para o setor de turismo em vigor, algumas pousadas estão, por conta própria, criando suas regras. Algumas vão retomar as atividades com metade da capacidade. E outras, em conjunto com a Associação Brasileira de Governança, estão criando uma série de protocolos para o atendimento dos hóspedes. Por exemplo, só servir café da manhã à la carte, seja no quarto ou no restaurante.  

Toda essa transformação do turismo por causa da pandemia, segundo Erik Sadao, com mais de 20 anos de experiência na área e responsável pela Sapiens Travel, deixa claro as relações de causa e efeito que o setor tem com as questões locais. “A noção de que o turismo é capaz de construir ou destruir uma comunidade está mais viva, assim como o papel do visitante, que pode contribuir para melhorar a situação por onde passar” , afirma. “A consciência ambiental e social, e o impacto que o consumo da viagem tem sobre o desenvolvimento e a diminuição da desigualdade são possíveis ‘legados’ desta fase”, afirma o empresário.

Deixar o confinamento aéreo seguro é um grande desafio

Com tantas fronteiras fechadas nestes meses de pandemia, muitas companhias aéreas colocaram a maior parte de suas frotas literalmente no chão e só agora algumas rotas começam a ser restabelecidas. 

Para a retomada, não há um consenso claro: algumas empresas, como a americana Delta, pararam de vender o assento do meio da classe econômica para garantir maior distância entre passageiros, mas as brasileiras continuam vendendo todos os assentos normalmente. A Emirates foi a primeira companhia aérea no mundo a aplicar testes de covid-19 em passageiros no salão de embarque. Realidade que parece distante para a maioria do mercado.

Na higienização, entretanto, há certo consenso: a maioria implementou o fogging (um processo de limpeza profundo) em todos os voos e escalas e o uso de máscara a bordo virou obrigatório. Além disso, em grande parte dos aeroportos os balcões de check-in e despacho de bagagem agora são protegidos por placas de plástico ou vidro e há marcações no chão para que filas se formem de maneira organizada, respeitando o distanciamento mínimo recomendado entre os passageiros.

Além do confinamento aéreo,   outro setor que vai enfrentar grandes desafios no cenário pós-pandemia é o de cruzeiros. A eventual reabertura no segundo semestre, como prevêem as empresas, será repleta de mudanças. O fim do self-service, navios com menos capacidades e controle de temperatura devem virar norma entre as grandes armadoras.

 

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