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Shoppings do País já reduzem de funcionamento por causa do coronavírus

Recomendação é de que locais em cidades com casos permaneçam abertos das 12 às 20 horas

Márcia de Chiara e Matheus Piovesana, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2020 | 05h00


A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) recomendaram aos associados com empreendimentos localizados em áreas com casos confirmados que funcionem, a partir desta quarta-feira, 18, em horário reduzido, das 12 às 20 horas. Esse horário normalmente é usado apenas em feriados e domingos. Ainda na terça-feira, estabelecimentos de São Paulo, Porto Alegre, do Grande Recife, de Natal, de Belo Horizonte e Campinas (SP) anunciaram mudança.

A Multiplan, responsável em São Paulo por Morumbi e Anália Franco, adotará a restrição. O mesmo vale para a brMalls, com 32 shoppings em 12 cidades espalhadas pelo País. Ainda na capital terão redução de horário pelo menos o Iguatemi, o JK Iguatemi, o Ibirapuera e o Cidade Jardim. Entre os filiados da Alshop em São Paulo estão o Lar Center, o Cidade Jardim, o Light e o D. Até as 20 horas de terça-feira ainda não havia uma posição oficial de todos. 

A ideia é reduzir riscos de propagação da doença e se alinhar com o que o Executivo em diversos locais vem sugerido - como é o caso do Rio de Janeiro. Para os shoppings em áreas que não tiveram nenhum caso confirmado, a entidade orienta que façam um monitoramento da evolução e compartilhem informações com a Abrasce.

Inicialmente, a expectativa é de que a medida não atinja possíveis serviços essenciais que funcionem nesses locais, incluindo bancos, farmácias, laboratórios e supermercados. Indagado sobre a possibilidade de aumento da ocupação de shoppings (por pessoas retiradas para home office e estudantes, por exemplo), o Ministério da Saúde só havia recomendado que esses estabelecimentos ampliassem a oferta de locais para lavar as mãos, além de aumentar a disponibilidade de álcool em gel.

O que preocupa agora sindicatos de lojistas e empregados é a perda de vendas e o risco de cortes. No fim de semana, um levantamento feito pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com base na amostra nacional fornecida pela Boa Vista Serviços, já apontava recuo de 16,7% nas consultas para negócios à vista e a prazo em relação ao mesmo fim de semana do ano passado. 

FÉRIAS

A partir da próxima segunda-feira, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo, vai dar férias coletivas a 500 funcionários por um período de 15 dias. Segundo Ricardo Patah, presidente da entidade, o sindicato vai se comunicar com os trabalhadores do comércio por meio de redes sociais e um esquema de plantão. / MÁRCIA DE CHIARA e MATHEUS PIOVESANA

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