Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Sinduscon e AEERJ pressionam governo do Rio a liberar uso de transporte público por operários

As entidades afirmam que grande parte do contingente é de residentes da Baixada Fluminense e que estão sendo impedidos de embarcar nas barcas e nos BRTS

Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2020 | 18h16

RIO - O Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) e a Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ) pediram ao Secretário de Estado de Transportes, Delmo Pinho, que inclua os trabalhadores do setor na excepcionalidade para o uso do transportes público intermunicipal. 

As entidades afirmam que grande parte do contingente é de residentes da Baixada Fluminense e que estão sendo impedidos de embarcar nas barcas e nos BRTS. Segundo a carta-ofício encaminhada ao secretário, esses operários trabalham em obras como túneis e viadutos, que não podem ter sua construção interrompida sob risco de sérios danos estruturais. 

O setor destaca que emprega também trabalhadores da área manutenção predial, de extrema importância para viabilizar o trabalho remoto. As entidades afirmam que o setor, via sindicatos, já orientou os seus associados para buscarem medidas de prevenção ao contágio pelo Covid-19, em especial em relação aos cuidados com higiene, limpeza e redução do fluxo de trabalhadores.

Entre as medidas indicadas está a flexibilização de horários de trabalho, permitindo tanto a entrada quanto a saída em turnos distintos, diminuindo a concentração de trabalhadores nesses momentos de pico.

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