Rafael Arbex/ Estadão
Rafael Arbex/ Estadão

Hospitais Einstein e Sírio-Libanês mantêm tendência de alta de internações pela covid

Avanço da Ômicron tem feito com que pacientes procurem por instituições particulares paulistas, mas situação ainda segue abaixo do pico da pandemia em 2021

Ítalo Lo Re, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2022 | 10h30

A exemplo do que se viu na primeira quinzena deste mês, alguns dos principais hospitais privados de São Paulo seguem assistindo a uma alta de pacientes internados por covid-19. Na comparação com duas semanas atrás, o Hospital Sírio-Libanês registrou o crescimento mais expressivo: o número de hospitalizados na capital paulista por infecção pelo coronavírus subiu 71%. Os hospitais Albert Einstein, São Camilo e Oswaldo Cruz também notificaram aumento.

Há 430 leitos ocupados por doenças diversas no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo neste momento. Em 115 desses, estão pacientes internados com covid, sendo 21 deles em unidades de terapia intensiva (UTI). A taxa de ocupação total da instituição é de 82%.

Há cerca de duas semanas, no último dia 12, a quantidade de internados com covid no Sírio era de 67 pessoas. 11 desses pacientes, praticamente a metade de agora, estavam em UTI. Com 401 leitos ocupados, a taxa de ocupação do hospital na ocasião era de 81%, índice semelhante ao apresentado nesta semana.

Embora seja crescente, o número é inferior ao registrado nos piores momentos da pandemia. Em março de 2021, conforme noticiou o Estadão, o Sírio tinha 219 pacientes com confirmação ou suspeita de covid-19 (63 em UTIs). Naquela época, a campanha de vacinação ainda estava no início no Brasil. 

No último dia 12, a unidade do Hospital Albert Einstein no bairro Morumbi, zona oeste de São Paulo, tinha 91 pacientes internados com covid. Diante disso, cerca de 100 leitos foram colocados à disposição de pacientes com sintomas gripais. Nesta quarta-feira, 26, com o aumento de 53% nas hospitalizações pela doença — o número chegou a 139 —, a oferta de enfermarias para atender esses pacientes também está maior. Agora, são 153 vagas.

Em março de 2021, segundo reportava o Estadão, o Albert Einstein atendia 216 pacientes internados com diagnóstico confirmado para covid-19. Deste grupo, 112 ocupavam leitos de UTI e da unidade semi-intensiva.

A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo informou que nesta quarta-feira, 26, contava com 110 pacientes internados para tratamento de covid-19 em suas unidades, sendo 34 desse total em UTIs. Em 12 de janeiro, eram 86 internados (25 em UTIs). "Com as oscilações registradas, a taxa de ocupação total dos leitos se manteve em torno de 55% no mês", informou a rede. 

"Em virtude do aumento da demanda de pacientes com covid e influenza, a Rede reforçou suas equipes de prontos-socorros, com o objetivo de otimizar os fluxos de triagem, reduzir o tempo de espera e ampliar a capacidade de atendimento a pacientes graves", acrescentou o São Camilo.

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz faz o acompanhamento de forma diferente, mas ainda assim indica alta expressiva. Entre os dias 1º e 12 de janeiro, 4,1 mil pacientes procuraram o pronto-atendimento da instituição com sintomas gripais. A positividade dos testes realizados foi de 47% para covid-19. 

Segundo o hospital, cerca de 97% dos pacientes apresentaram sintomas leves, sem necessidade de internação, e 3% dos atendimentos evoluíram para internação. O número total de internados com covid até 12 de janeiro foi de 84. De 1º a 26 de janeiro, o número total de hospitalizações por covid no hospital passou a ser de 294. Houve, portanto, 210 novas internações pela doença do dia 12 até então.

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