Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Sírio-Libanês aciona plano de contingência após pico de pacientes com suspeita de covid-19

Aumento do movimento ocorreu nas últimas 48 horas; hospital chegou a adiar procedimentos e exames

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

08 de dezembro de 2020 | 09h47
Atualizado 12 de dezembro de 2020 | 00h14

   

SÃO PAULO - O Hospital Sírio-Libanês anunciou nesta segunda-feira, 7, que acionou seu plano de contingência após registrar um pico de procura de pacientes com suspeita de covid-19 nas últimas 48 horas. Com a medida, o hospital chegou a adiar procedimentos e exames e a cirurgias eletivas, mas informou que a agenda já foi normalizada. O objetivo do plano é abrir novos leitos e readequar os espaços do hospital para receber os pacientes.

"Esse aumento acionou o plano de contingência do hospital, por meio do qual é feita a readequação de espaços, leitos e equipes, priorizando os casos mais críticos para atender a demanda de pacientes", informou o hospital.

Superintendente de prática assistencial e pacientes internados do hospital, Luiz Francisco Cardoso diz que, como a pandemia é dinâmica e evolui em ondas, o movimento é observado diariamente para verificar a situação. Nos últimos dias, foi notado um aumento que exigiu o acionamento do plano.

"Começamos a perceber que, depois de alguns períodos de estabilidade, houve um aumento de pacientes com suspeita de covid na segunda quinzena de outubro não só no pronto-socorro, mas oriundos de outras cidades e Estados. A taxa de ocupação do hospital chegou a 95%, 98% na semana passada, o que exigiu o plano de contingência."

Cardoso diz que foi necessário suspender, momentaneamente, alguns procedimentos, mas, como a situação está se normalizando, eles estão sendo retomados.

"A gente manteve as cirurgias que não precisava de leito de internação e racionalizamos as cirurgias eletivas que precisavam de leitos. Mas, desde ontem, a gente liberou."

Ele explicou ainda que o plano continua sendo analisado. "Neste momento, o plano de contingência está sendo utilizado, mas está sendo revisto desde ontem. Provavelmente, no começo da semana que vem, a gente tenha um cenário diferente, onde a gente possa utilizar as unidades de contingência por outros motivos, atendendo pacientes não-covid."

De acordo com Cardoso, atualmente, a taxa de ocupação do hospital está em 88%, mas, na área de covid-19, incluindo as unidades críticas, a taxa está em 93%.

"Seria muito importante que as pessoas mantivessem o comportamento (para evitar infecção pelo vírus). A gente continua na pandemia, ela não passou e usar os recursos que a gente tem, como o isolamento social, continua sendo fundamental para que a gente dê conta do atendimento. Neste momento, a gente está conseguindo dar conta disso."

O Sírio-Libanês disse ainda que o tempo de espera para alguns atendimentos pode ser maior do que o que costuma ser registrado "até que todos os processos estejam implementados e os remanejamentos sejam finalizados".

Segundo o hospital, a situação está controlada e a gestão dos leitos é realizada diariamente. Disse ainda que ampliou a sua capacidade neste ano e, atualmente, conta com mais de 500 leitos operacionais.

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No último dia 30,  o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) divulgou levantamento que apontou que a taxa média de ocupação dos leitos de UTI para covid-19 era de 84% nos hospitais privados.

A pesquisa, realizada com 20% dos hospitais particulares, mostrou ainda que 79% dos hospitais na rede particular registraram aumento de internações pela doença entre 23 e 26 de novembro em relação ao período de 16 a 19 de novembro.

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