Arquivo/AE
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Smartphone poderá ser usado para detectar doenças

Cientistas tentam usar tecnologia 'touch screen' para identificar materiais bioquímicos

Reuters,

23 de janeiro de 2012 | 15h30

Cansado de longas esperas em laboratórios? Se pesquisadores coreanos estiverem certos, um dia seu smartphone poderá substituir essa visita.

Uma equipe de cientistas do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia afirma que a tecnologia "touch screen" poderá ser usada para detectar padrões biomoleculares.

"Tudo começou com a ideia de que essa tecnologia funciona reconhecendo sinais eletrônicos a partir do toque dos dedos, então a presença de proteínas específicas e DNA poderiam ser reconhecidas também", diz o líder do estudo.

As telas dos smartphones e outros equipamentos funcionam pelo sensoriamento de  cargas do corpo do usuário na tela. Materiais bioquímicos como proteínas e moléculas de DNA também carregam cargas eletrônicas específicas.

De acordo com os autores, os testes mostraram que "touch screens" podem reconhecer a existência e a concentração de moléculas de DNA localizadas neles, um primeiro passo para um dia sermos capazes de usar as telas para carregar nossos exames médicos.

"Confirmamos que essas telas são capazes de reconhecer moléculas com aproximadamente 100% de precisão e acreditamos que resultados similares são possíveis com proteínas", dizem os autores.

"Há proteínas bem conhecidas no meio médico como aquelas usadas pra diagnosticar câncer de fígado e poderíamos ser capazes de ver essa condição no paciente", exemplificam eles.

Os pesquisadores acrescentam que também estão desenvolvendo uma espécie de filme com materiais reagentes que podem identificar materiais bioquímicos específicos, esperando que isso permita que "touch screens" também possam reconhecer diferentes materiais biomoleculares.

Mas isso é apenas o primeiro passo. Ninguém colocaria sangue ou urina na tela, a amostra teria que ser colocada em alguma faixa que seria, então, introduzida no telefone ou em algum módulo anexo. Ainda não há a menor previsão sobre quando o telefone seria transformado em uma ferramenta de diagnóstico.

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