USDA|Divulgação
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Só grávidas inscritas no Bolsa Família vão receber repelente

A medida tem como alvo o controle do surto de microcefalia em recém-nascidos observado no País, que já chegou a 3.893 casos

Igor Gadelha e Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

26 Janeiro 2016 | 03h00

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou nesta segunda-feira, 25, a distribuição de repelentes para aproximadamente 400 mil mulheres grávidas que fazem parte do cadastro no Bolsa Família. A medida tem como alvo o controle do surto de microcefalia no País, que já chegou a 3.893 casos. Apesar disso, constitui um recuo da proposta inicial. Castro ainda deu detalhes sobre a campanha contra o Aedes aegypti que o governo pretende acelerar depois do carnaval.

O ministro informou que nesta quarta-feira, 27, terá encontro com representantes de distribuidores de repelentes para verificar quantos produtos estão disponíveis, para que o governo compre e distribua. Em dezembro, ele havia anunciado a distribuição de repelentes para todas as grávidas do País – que registra 3 milhões de nascimentos/ ano.

Caberia ao laboratório do Exército fazer a fabricação. No mesmo dia, porém, o Exército negou que tivesse capacidade para produzir o item em larga escala. Após um mês de reuniões com vários laboratórios, na semana passada o ministro veio a público para admitir que não seria possível a distribuição para todas as gestantes.

Ainda nesta segunda-feira, Castro voltou a causar polêmica, em uma visita à Sala de Situação do Distrito Federal, ao dizer que o País está perdendo feio a guerra contra o mosquito Aedes aegypti. “Acho que houve uma certa contemporização com o mosquito.” A frase desagradou a presidente Dilma Rousseff com quem se reuniu na sequência.

Castro adiantou que ela participará, na sexta, de uma videoconferência com governadores de todos os Estados e representantes das Forças Armadas para discutir ações de enfrentamento ao mosquito. O governo federal deve propor às administrações estaduais e municipais a adoção de medidas bem-sucedidas contra o inseto adotadas por algumas cidades, como Goiânia.

Já no dia 13 de fevereiro cerca de 220 mil homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica deverão fazer uma mobilização nacional, com visitas a residências, para orientar a população. “Se a sociedade não chamar para si a responsabilidade, nós não seremos vitoriosos”, disse Castro. Segundo ele, o foco tem de ser mantido no combate ao inseto, o “inimigo número 1” do País.

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