Sob epidemia, Estado de SP tem 8 vezes mais casos de dengue que em 2009

Cidade mais afetada, Ribeirão Preto já contabiliza, até maio, mais de 15 mil casos

10 Maio 2010 | 15h03

Com mais de 69 mil casos registrados até abril, o Estado de São Paulo enfrenta a segunda pior epidemia de dengue desde o ressurgimento da doença, nos anos 80. A situação em 2010 só não é pior que a de 2007, quando foram registrados mais de 97 mil casos, e já supera 2001, até agora o segundo pior ano para a doença, com 51 mil.

 

Campinas já tem o triplo de casos de dengue de 2009

Capital já registra o dobro de casos de dengue do ano passado

Pesquisa britânica aponta caminho para vacina contra a dengue

Mudanças no clima deixam São Paulo mais vulnerável à dengue

 

O total de 2010 ainda deve aumentar: a cidade paulista mais afetada pela doença, Ribeirão Preto, contabilizava 13 mil pacientes de dengue até abril, mas na semana passada atualizou o número para mais de 15 mil.

 

Depois de Ribeirão, a cidade com mais casos acumulados no ano é São José do Rio Preto, com 8.604 vítimas da dengue até abril, seguida por Araçatuba, com 6 mil.

 

O litoral também está sendo fortemente afetado, com mais de 4 mil casos no Guarujá, e mais de 2 mil tanto em Santos quanto São Vicente. Praia Grande contabiliza 954 casos.

 

Em 2009, em comparação,a dengue produziu menos de 9 mil casos em todo o Estado. A secretaria estadual de Saúde ressalva, no entanto, que o ano passado não foi um ano de epidemia, o que tornaria a comparação direta entre os dois anos problemática.

 

Especialistas dizem que as condições do clima podem estar favorecendo a disseminação da doença no Estado e principalmente na capital mas que, mesmo assim, a dengue poderia ser controlada por meio do combate ao mosquito e seu impacto, reduzido com o atendimento rápido e eficiente aos pacientes.

Mais conteúdo sobre:
dengue são paulo epidemia

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.