NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Sob risco de febre amarela, destinos do carnaval em SP pedem vacinação

Secretaria alerta para necessidade de imunização com até dez dias de antecedência para quem pretende ir ao litoral ou para áreas de parques estaduais

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2019 | 17h58

SOROCABA – Quem pretende viajar para a praia ou regiões de trilhas e cachoeiras durante o carnaval e ainda não está imunizado contra a febre amarela, precisa tomar a vacina agora. O alerta, da Secretaria da Saúde do Estado, leva em conta a circulação do vírus em todo o litoral paulista – litoral norte, Baixada Santista e litoral sul -, além das regiões de parques estaduais na região da Serra do Mar e no Vale do Ribeira. Neste ano, foram confirmados 36 casos de febre amarela silvestre no Estado, dos quais nove resultaram em óbitos.

De acordo com a diretora de imunização da pasta, Helena Sato, o ideal é que os foliões procurem os postos até esta terça-feira, 19, pois a vacina leva cerca de dez dias para fazer efeito. “Aos que tomarem a vacina em período inferior a dez dias da viagem marcada para o Carnaval, recomendamos que evitem adentrar áreas verdes, usem repelentes e roupas compridas de cor clara para reforçar a prevenção.” O Estado preparou respostas para perguntas frequentes sobre o assunto

Conforme a diretora, embora a vacina seja indicada para todo o Estado, nesse período, as regiões de matas e cavernas dos parques estaduais, principalmente no Vale do Ribeira, são mais procuradas por pessoas que buscam curtir o período do Carnaval em contato com a natureza. As principais cidades praianas do litoral paulista também são cercadas de matas, principalmente da Serra do Mar. Essas regiões são as que tiveram detectada a circulação do vírus mais recentemente.

No Estado, só existem casos da forma silvestre da doença, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e do gênero Sabethes que vivem nas matas. De acordo com a especialista, a vacina está disponível em toda a rede pública e é a melhor forma de prevenção contra a doença. Podem ser imunizadas pessoas a partir de 9 meses de idade, mas a vacina não é indicada para crianças com menos de 6 anos, mulheres amamentando, gestantes e imunodeprimidos. Quem tiver dúvida em se vacinar, em razão de estar passando por algum tratamento, deve buscar orientação médica.

Em todo o Estado de São Paulo, a cobertura pela vacina atinge média de 70%, com variações entre as regiões. Nos dois últimos anos, 15 milhões de pessoas foram vacinadas. Conforme o Centro de Vigilância Epidemiológica, em 2018, houve 502 casos de febre amarela com 175 mortes. Em 2017, foram 74 casos e 38 óbitos. No Brasil, não há registro da febre amarela urbana desde 1942.

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