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Sobe para 1.168 o nº de casos confirmados de microcefalia

Desde o início das investigações, em outubro de 2015, até o dia 16 de abril, o País registrou 7.150 suspeitas da má-formação

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

20 Abril 2016 | 13h31

BRASÍLIA - O ritmo de notificações de novos casos de microcefalia caiu de forma expressiva. Boletim divulgado nesta quarta-feira, 20, pelo Ministério da Saúde mostra que foram registrados 7.150 casos suspeitos, um aumento de menos de 2% em relação ao levantamento divulgado semana passada, com 7.015 casos. Os números somam todos registros acumulados entre agosto do ano passado e a primeira quinzena deste mês.

A queda, na avaliação do diretor de Vigilância em Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, é notada sobretudo na região Nordeste. Há ainda uma expectativa sobre os efeitos do aumento de infecções por zika no Sudeste. Mulheres contaminadas no período da gestação têm um risco maior de ter bebês com microcefalia, uma má-formação que pode provocar deficiência mental, problemas de visão e audição. De acordo com o diretor, a elevação de casos de nascimentos de bebês com a má-formação, se ocorrer, é esperada para o segundo semestre deste ano.

“Há, porém, uma expectativa de que o aumento será muito menos expressivo do que o imaginado no primeiro momento”, completou. O boletim mostra que até agora foram confirmados 1.168 casos e 2.241 foram descartados para microcefalia e outras alterações do sistema nervoso. O número de casos em investigação continua expressivo: 3.741. Semana passada, eram 3.836 casos.

Os 1.168 casos confirmados ocorreram em 428 municípios, localizados em 22 unidades da federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul.

Até o dia 16 de abril, foram identificados 240 óbitos suspeitos de microcefalia e alterações do sistema nervoso central logo depois do parto ou durante a gestação. Outros 165 continuam em investigação e 30 foram descartados.

A região Nordeste concentra 77,2% dos casos notificados, com 5.520 registros até o momento. O Estado de Pernambuco continua sendo a unidade da federação com maior número em investigação (760), seguido da Bahia (647), Paraíba (389), Rio Grande do Norte (297), Rio de Janeiro (294), e Ceará (254).

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