Sobe para 141 os casos de gripe suína nos EUA; México tem 343

Primeiros casos da doença também foram registrados nesta 6ª em Hong Kong (China), na Dinamarca e na França

Agências internacionais,

01 Maio 2009 | 12h17

As autoridades mexicanas aumentaram nesta sexta-feira, 1º, de 12 para 15 o número de mortes comprovadamente causadas pela gripe suína no país. O número de casos confirmados da doença provocada pelo vírus influenza A (H1N1) também subiu de 300 para 343 casos. Os Estados Unidos também subiram o número de infectados pela doença. São 141 casos confirmados em 19 Estados, até agora. Antes, o número estava em 109 casos em 11 Estados, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês). 

 

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Por enquanto, o número oficial da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgado nesta manhã, é de 331 casos confirmados no mundo. Porém, estes novos casos confirmados pelo México e EUA e ao menos outros quatro - registrados em Hong Kong, França e Dinamarca - ainda não foram contabilizados pelo órgão.

 

As vítimas fatais no México, 11 mulheres e quatro homens, são em sua maioria da capital (11 pacientes). A gripe suína também deixou mortos nos estados do México (dois), de Oaxaca (um) e de Tlaxcala (um). Em entrevista coletiva, o secretário de Saúde do México, José Ángel Córdova, declarou que nove dos 15 mortos são adultos entre 21 e 40 anos.

 

"As medidas tomadas pretendem fazer com que o número de contágios na cidade não cresça exponencialmente", afirmou o prefeito da Cidade do México, Marcelo Ebrard. O prefeito assegurou que será necessário estudar o comportamento do vírus durante o fim de semana para confirmar se houve estabilização no surto da doença.

 

Já Córdova comemorou a comprovação de uma sensível queda no número de pessoas que procuraram hospitais para buscar assistência médica por causa da gripe suína. "São dados muito encorajadores. Isto é o que nos permite pensar que, por um lado, felizmente, o vírus não é tão agressivo como o da gripe aviária, cuja letalidade é de 70%", disse o secretário.

 

As equipes de saúde do governo mexicano visitaram ontem 86 famílias de pessoas que morreram com quadros sintomáticos suspeitos. Durante essas visitas, a gripe suína foi detectada em quatro pessoas, as quais passam atualmente por tratamento médico. Córdova explicou que serão analisadas hoje 500 amostras suspeitas em laboratórios especializados para comprovar ou descartar a presença do vírus. Por fim, comunicou que 36.240 medicamentos contra a gripe suína foram distribuídos ontem por todo o México.

 

Europa

 

Os primeiros caso da doença na França e na Dinamarca foram confirmados nesta sexta-feira. A notícia foi anunciada no país escandinavo pelo porta-voz do Conselho Nacional de Saúde, Vibeke Hansen. O anúncio acontece enquanto diversos países em todo o mundo estão adotando medidas de segurança após a OMS afirmar que uma pandemia global seria iminente.

 

Na França, a ministra da Saúde, Roselyne Bachelot, informou a confirmação dos dois primeiros casos de gripe suína em seu território. Ela disse que os pacientes são um homem de 49 anos e uma mulher de 24. Ambos retornaram recentemente de viagem ao México. A ministra informou que os dois estão internados em Paris e "passam bem". Ela revelou ainda que outro paciente "muito provavelmente" tem o vírus, mas o diagnóstico ainda não foi confirmado.

 

No Reino Unido, autoridades escocesas confirmaram que um funcionário do Serviço Nacional de Saúde NHS, em inglês) foi a primeira pessoa a ter um caso da doença no país. Greame Pacitti, de 24 anos, de Falkirk, contraiu o vírus depois de ter contato com os primeiros infectados do país, um casal de amigos que passou a lua de mel no México.

 

A Agência de Proteção da Saúde confirmou mais dois casos, em Merseyside e Gloucestershire. Um estudante de 7 anos foi o 11º caso, em Bristol. Uma carta do diretor da Downed School, Tamryn Savage, diz que a criança está em casa e bem.

  

Ásia

 

O chefe de governo de Hong Kong, Donald Tsang, afirmou que foi detectado um caso de gripe suína no território, o primeiro caso confirmado da doença na Ásia. Tsang afirmou que o paciente é um mexicano que apresentou febre depois de chegar a Hong Kong via Xangai, na quinta-feira.

 

Segundo Tsang, os testes feitos pelo Departamento de Saúde de Hong Kong e pela Universidade de Hong Kong confirmaram o diagnóstico. Tsang informou que o paciente foi isolado num hospital e está com quadro de saúde estável.

 

 

Oficial

 

A OMS descartou convocar uma nova reunião de emergência, que poderia elevar para 6 o alerta global para doença, o que indicaria uma pandemia. O atual nível 5 indica um risco iminente de epidemia global. Além do México, Estados Unidos, Dinamarca, França e Hong Kong (China), foram registrados casos do influenza A no Canadá, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Nova Zelândia, Israel, Suíça, Holanda e Áustria.

 

O órgão reiterou que não recomenda restringir as viagens regulares nem o fechamento de fronteiras, mas considera "oportuno que as pessoas doentes suspendam viagens internacionais e que aqueles que apresentem sintomas após uma viagem internacional busquem atendimento médico". Além disso, a OMS "assegurou que não há risco de infecção por comer porco bem cozido ou produtos provenientes deste animal".

 

Atualizado às 15h43 para acréscimo de informações.

 

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