Sobe para 38 o número de casos de sarampo confirmados na Paraíba

Doença avança na região metropolitana de João Pessoa; menores de 5 anos devem se vacinar

Agência Brasil

05 Outubro 2010 | 22h16

BRASÍLIA - Sobe para 38 o número de casos confirmados de sarampo na Paraíba. Do total, 30 foram notificados em João Pessoa e o restante, na região metropolitana. Em nota técnica, o Ministério da Saúde informou que, desde o fim de agosto, foram registrados 86 casos suspeitos no Estado - 38 foram confirmados, 38 descartados e dez permanecem sob investigação.

Crianças menores de 5 anos são as mais atingidas - 40% dos casos foram registrados nessa faixa etária. Para o governo, a alta incidência da doença entre os menores “representa um alerta de que a cadeia de transmissão viral precisa ser interrompida, pois esse é o grupo capaz de manter a circulação viral na população”.

Com o objetivo de impedir novos casos, o ministério recomenda a vacinação das crianças de 6 meses a 5 anos a partir desta quarta-feira, 6, em João Pessoa e nas cidades de Santa Rita, Bayuex, Conde e Lagoa de Dentro (onde há registros da doença), mesmo que as crianças já tenham sido vacinadas anteriormente.

Outra recomendação é imunizar a população de 6 a 49 anos que ainda não recebeu a dose. O Ministério da Saúde enviou ao governo da Paraíba 150 mil unidades da tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) e 100 mil agulhas e seringas. Mais 100 mil doses serão encaminhadas esta semana.

Dos três Estados que confirmaram casos de sarampo este ano - Paraíba, Pará e Rio Grande do Sul -, o primeiro apresenta o maior número. Os outros dois tiveram três confirmações cada. Entre 2001 e 2009, houve confirmação de 67 casos da doença, todos relacionados a casos importados de outros países. Em 2006, houve um surto no interior da Bahia, com 57 casos comprovados.

O ministério informou que o vírus responsável pelos casos na Paraíba é originário de outros países. Nesse caso específico, o vírus identificado é semelhante ao que circula na África do Sul. O governo garante que não há circulação da doença dentro do Brasil desde 2000. De acordo com o ministério, para ser considerada transmissão dentro do país, o vírus precisa circular por um ano. Na Paraíba, o primeiro e o último casos foram notificados em um período de 39 dias.

Apesar das ocorrências confirmadas, no fim de setembro o governo federal entregou à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) um relatório para receber o certificado de país livre do sarampo.

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