John WESSELS / AFP
John WESSELS / AFP

Sobe para 41 o número de mortos por ebola na República Democrática do Congo

O surto acontece em uma região que é palco há anos de conflitos, com a presença de grupos armados; uma nova molécula terapêutica está sendo usada para tratar os pacientes

O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2018 | 15h18

Pelo menos 41 mortes relacionadas à nova epidemia de febre hemorrágica ebola foram registradas no nordeste da República Democrática do Congo (RDC). O número foi anunciado nesta terça-feira, 14, em Genebra pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os dados da OMS também constatam que uma vítima fatal foi registrada na província de Ituri. Essa é primeira vez, desde o anúncio do surto no início de agosto, que uma morte é assinalada fora da província de Kivu do Norte, quase na fronteira com Uganda, onde os casos estavam concentrados até agora.

Esse também é o primeiro caso em “uma zona muito povoada e em situação de conflito intenso", afirmou a OMS em um comunicado. O surto acontece em uma região que é palco há anos de conflitos, com a presença de grupos armados, como o Allied Democratic Forces ugandês.

"A OMS pede um acesso livre e seguro para que todos os atores envolvidos na resposta a esta epidemia possam atender as populações afetadas", afirmou o diretor-geral da agência da ONU, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao final de uma visita ao país africano.

As autoridades congolesas, por sua vez, informaram que equipes médicas em Beni e Mangina, epicentro do surto, começaram a usar a molécula terapêutica Mab114 para tratar os doentes. "É a primeira molécula terapêutica contra o vírus a ser usada em uma epidemia de ebola ativa na RDC", afirmaram fontes do governo local.

Segundo um porta-voz do ministério congolês da Saúde, dos 41 mortos registrados até agora, pelo menos 14 foram confirmados com sendo diretamente ligados à febre hemorrágica. Os demais são casos de pessoas que morreram e tiveram seus cadáveres enterrados antes de serem examinadas, mas que manifestaram os sintomas da doença.

Esta é a segunda epidemia do vírus no país desde 1976. / RFI, COM AFP

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