Helmut Fohringer/APA/AFP
Helmut Fohringer/APA/AFP

Aumenta para 93 o número de casos do vírus zika no México

Na última semana, 13 novas ocorrências foram registradas, entre elas duas mulheres grávidas, segundo as autoridades de saúde

O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2016 | 09h28

CIDADE DO MÉXICO - O número de pessoas infectadas com o vírus zika no México subiu para 93 após a adição de 13 novos casos na última semana, entre eles duas mulheres grávidas, informou nesta segunda-feira, 23, a Secretaria de Saúde do país.

"A atualização do vírus da zika hoje é de mais 13 casos em uma semana, 93 no total. A eles se somam duas mulheres grávidas, que estão em bom estado", disse o subsecretário de Prevenção e Promoção da Saúde do México, Pablo Kuri.

Kuri destacou que nove casos foram reportados nos Estados de Chiapas (sudeste), dois em Oaxaca (sul), um em Guerrero (sul) e outro em Michoacán (oeste).

O subsecretário lembrou que é preciso trabalhar na prevenção para que a temporada de calor e de reprodução dos mosquitos não expanda o vírus no país.

No último dia 16, a Secretaria de Saúde do México informou que havia seis mulheres grávidas entre os 80 casos autóctones de infecção pelo vírus da zika detectados no país.

Um relatório da Direção-Geral de Epidemiologia do Ministério da Saúde indicou que, desses seis casos, quatro foram registrados no Estado de Chiapas (sul), um em Oaxaca (sul) e outro em Veracruz (leste).

Segundo esse mesmo boletim epidemiológico, que recolhia as infecções confirmadas até 12 de fevereiro, os 80 casos de zika no país foram reportados em oito Estados mexicanos. A maioria deles se concentra no sul do país, como Chiapas, com 45 casos, e Oaxaca, com 25.

Também há infecções confirmadas em Nuevo León, Guerrero, Jalisco, Sinaloa, Veracruz e Iucatã.

Até janeiro deste ano, as autoridades mexicanas de saúde tinham confirmado 37 casos de contágio.

Para combater o vírus da zika no México, brigadas de saúde realizaram fumigação de inseticidas em casas particulares, edifícios públicos e lugares de maior concentração de pessoas, além de campanhas de informação e capacitação de médicos.

O vírus foi vinculado com um aumento em casos de microcefalia em recém-nascidos no Brasil, mas ainda não há uma evidência científica concreta que confirme essa relação. /EFE

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