REUTERS/Jason Lee
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Sobe para nove número de mortes por coronavírus na China; há 440 casos confirmados

Autoridades dizem que já existem evidências de transmissão entre humanos e aproximação com feriado do ano-novo local preocupa; EUA reforçaram monitoramento em aeroportos

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2020 | 23h40
Atualizado 01 de abril de 2020 | 15h38

PEQUIM- As autoridades de saúde da China informaram nesta terça-feira, 21, que subiu para nove o número de mortes confirmadas pelo coronavírus. Já a quantidade de infectados pela doença subiu de 300 para 440 em treze províncias do país asiático. Há evidências, segundo o informe de transmissão respiratória entre pacientes. Nesta terça-feira, também foi confirmado o registro do vírus nos Estados Unidos, de um viajante vindo da China. 

Li Bin, vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, afirmou ainda que a entrada de animais vivos em Wuhah, região da China central onde teria começado a epidemia. Os primeiros casos de coronavírus foram reportados em dezembro. Os sintomas da nova infecção são febre e fadiga, acompanhados de tosse seca e, em muitos casos, de dispneia (dificuldade de respirar). As autoridades também estão preocupadas com a aproximação das festividades do feriado do ano-novo chinês, que começam neste sábado, e costumam elevar o número de viajantes pelo país.

O agravamento da epidemia fez a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciar a criação de um comitê de emergência para debater o vírus. O grupo vai se reunir hoje em Genebra, na Suíça, para decidir se classifica o surto como “uma emergência de saúde pública de alcance internacional” e quais recomendações devem ser feitas. Segundo a OMS, os laboratórios chineses já sequenciaram o genoma do coronavírus e forneceram esses dados à comunidade internacional para ajudar a diagnosticar os casos. 

Primeiro registro faz EUA reforçarem monitoramento em aeroportos

O caso registrado nos Estados Unidos é de um homem de cerca de 30 anos, que chegou no dia 15 de janeiro a Seattle. Ele não visitou nenhum mercado de Wuhan, mas passou pela região. O paciente não tinha febre ao chegar aos Estados Unidos, mas entrou em contato com os serviços sanitários após o surgimento dos primeiros sintomas. 

“Prevemos outros casos nos Estados Unidos e no mundo”, disse Nancy Messonnier, diretora do departamento de doenças respiratórias do CDC. Os Estados Unidos ampliaram ontem o número de aeroportos monitorados – além dos terminais em Los Angeles, San Francisco e o JFK, em Nova York, passageiros dos aeroportos O’Hare, em Chicago, e de Atlanta serão avaliados.

Médico chinês relata infecção

Um médico chinês que estava investigando o surto disse que ele próprio foi infectado pelo novo vírus. Wang Guangfa, que dirige o Departamento de Medicina Pulmonar no Peking University First Hospital, em Pequim, integrava um time de especialistas que no início do mês visitou Wuhan, onde o vírus primeiro apareceu. 

A televisão estatal chinesa reportou nesta quarta-feira, 22, que Wang está em tratamento isolado desde terça. "Fui diagnosticado e minha condição é boa", disse Wang a um canal de Hong Kong. Ele não deu detalhes sobre como foi infectado. "Não quero chamar muita atenção para o meu estado", disse ele ao canal.   /AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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