Daniel Berehulak/The New York Times
Daniel Berehulak/The New York Times

Sobreviventes do Ebola não devem fazer sexo por três meses, diz OMS

Recomendação de abstinência ocorre apesar de não ter havido nenhum registro de infecção do vírus por contato com o sêmen

O Estado de S. Paulo

28 Novembro 2014 | 10h44

GENEBRA - Homens que tenham se recuperado do Ebola devem se abster de fazer sexto por três meses, a fim de minimizar o risco de transmissão do vírus por meio de sêmen, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira, 28.  

O Ebola, doença que infectou e matou milhares de pessoas em uma grande epidemia no oeste da África, normalmente se espalha por meio dos fluidos corporais, como sangue, saliva e fezes. Embora a transmissão sexual do Ebola nunca tenha sido documentada, o vírus foi detectado no sêmen de sobreviventes. 

“Homens que se recuperaram da doença do vírus do Ebola devem estar cientes de que o sêmen pode ser infeccioso por até três meses após o início dos sintomas”, disse a OMS.  

“Por causa do potencial de transmitir o vírus sexualmente durante esse período, eles devem manter uma boa higiene pessoal após a masturbação, e, ou se abster de sexo - incluindo sexo oral - por três meses após o início dos sintomas, ou utilizar preservativos caso a abstinência não seja possível.” 

Quase 16 mil pessoas foram infectadas com Ebola no atual surto da doença, que já matou 5.689. O vírus causa febre hemorrágica, e ainda não há cura ou vacina.  

A maior parte dos casos foi registrada na Guiné, em Serra Leoa e na Libéria./REUTERS 

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