Célio Messias/Estadão
Célio Messias/Estadão

Sociedade Paulista de Infectologia diz que Plano São Paulo é 'insuficiente' para conter a pandemia

A entidade médica pede lockdown em regiões 'próximas ao colapso' e restrições aos serviços não essenciais em locais menos afetados pelo coronavírus

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de março de 2021 | 11h30

A Sociedade Paulista de Infectologia (SPI) divulgou uma carta afirmando que o Plano São Paulo, estratégia do governo paulista para conter a pandemia do coronavírus, é “insuficiente para reduzir a transmissão do vírus”. A entidade pede políticas públicas mais rígidas no distanciamento social às autoridades estaduais, com lockdown em regiões “próximas ao colapso assistencial."

Em locais menos atingidos pela pandemia, a SPI pede que o governo implemente “restrições maiores” aos serviços não essenciais, além de toque de recolher pelo menos a partir das 20h. Outra demanda da entidade médica é pela ampliação da testagem e velocidade na vacinação. “Uma uma vacinação lenta, em recortes populacionais, está fadada a não resultar em proteção efetiva em tempo oportuno”, diz a carta.

Para a população, a recomendação é o distanciamento de pelo menos um metro e meio entre as pessoas, uso de máscaras bem ajustadas e higienização das mãos. A SPI também aconselha as pessoas a permanecerem em casa o maior tempo possível. “Cada medida isoladamente (e especialmente o conjunto de todas) impacta a cadeia de transmissão ou controle”, diz trecho do documento.

A SPI lembra que, em fevereiro, a incidência de coronavírus caiu pela metade no mundo, mas continuou acelerando no Brasil, trazendo risco de colapso “não só da saúde, mas de toda a sociedade.”

A carta pontua, ainda, que não existem terapias eficazes contra a covid-19 e que a taxa de morte ou sequelas em pacientes graves é alta mesmo com os “melhores recursos assistenciais."

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