Marinha dos Estados Unidos
Marinha dos Estados Unidos

Soldado perde orelha em acidente e ganha uma nova no braço

Shamika Burrage foi submetida a técnica inédita nas Forças Armadas Americanas; o órgão foi depois transplantado para a cabeça

O Estado de S.Paulo

10 Maio 2018 | 23h52

HOUSTON - A soldado Shamika Burrage, de 21 anos, sobreviveu a um grave acidente de trânsito há dois anos, mas perdeu algo muito importante: sua orelha esquerda. Agora, graças a um método cirúrgico novo desenvolvido pelo centro médico da Marinha no Texas, ela está recuperando sua orelha de uma forma muito inusitada, segundo reportagem da CNN.

+++ Você fica surdo durante os voos de avião? Descubra o motivo

De acordo com a emissora, cirurgiões plásticos colheram cartilagens de uma costela de Shamika para criar uma nova orelha e depois a implantaram sob a pele de seu antebraço. Na sequência, os médicos do Centro Médico Militar William Beaumont em El Paso transplantaram com sucesso a orelha do braço para a cabeça da paciente.

+++ Menino 'ressuscita' após pais autorizarem desligamento de aparelhos

O chefe de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva do centro médico, tenente-coronel Owen Johnson III, afirmou que a técnica, usada pela primeira vez pelas Forças Armadas, é chamada de sobreposição livre pré-laminada de antebraço.

+++ Central de Transplantes de São Paulo faz avançar doação de órgãos

Uma das vantagens do método é que reduziu a necessidade de mais cicatrizes ao redor da orelha de Shamika. Além disso, o crescimento da órgão sob a pele de seu antebraço permitiu que se formassem novos vasos sanguíneos.

"(A orelha) terá novas artérias, veias e até novos nervos. Ela poderá senti-la", disse Johnson ao site da Marinha dos Estados Unidos.

Shamika ainda tem que passar por duas cirurgias, mas se sente mais otimista sobre seu futuro desde que sobreviveu ao acidente.

"Foi um processo longo, mas estou de volta", declarou a soldada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.