Sono irregular nas férias pode trazer problemas metabólicos para crianças

Falta de um período suficiente de descanso pode desencadear crises de dor de cabeça, por exemplo

estadão.com.br

21 de julho de 2010 | 11h38

SÃO PAULO - Além de passear e de brincar, para muitas crianças as férias escolares significam também o relaxamento da rotina, sobretudo do horário dedicado ao sono. Segundo Paulo Plaggert, neurologista do Hospital Infantil Darcy Vargas, ligado à Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, a falta de um período regular de descanso pode desencadear problemas metabólicos, a exemplo de crises de dor de cabeça.

 

"A falta de horário para dormir nas férias atrapalha a vida de uma criança, pois pode levar à não-realização de todas as refeições diárias, o que não é bom para o organismo infantil", afirma Plaggert. De acordo com o médico, a tendência é dedicar em média 8 horas para o sono. Entretanto, o ideal é que a criança durma um período suficiente para o descanso.

 

Além disso, maus hábitos familiares podem prejudicar a qualidade do sono infantil. Plaggert recomenda manter um ambiente tranquilo, onde a criança não divida o quarto com adultos, não durma na mesma cama dos pais nem fique com a televisão ligada ou a luz acesa até tarde da noite. "As determinações de regras e limites são essenciais para um filho", ressalta.

 

Para garantir a volta às aulas sem consequências indesejadas, a exemplo do déficit de atenção, que pode comprometer o rendimento escolar, Plaggert orienta que os pais reservem de uma semana a 10 dias para realizar a readequação da rotina das crianças. "O ideal é adiantar gradativamente a hora de dormir e de acordar até chegar ao horário regular de sono em período escolar", recomenda.

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