DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
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Sorocaba chega a 48,6 mil casos e 22 mortes por dengue

No ranking nacional da doença, a cidade aparece em primeiro lugar entre as cidades com população entre 500 mil e 999 mil habitantes

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

04 Maio 2015 | 18h47

SOROCABA - Já são 48,8 mil casos confirmados de dengue em Sorocaba, interior de São Paulo, segundo boletim divulgado nesta segunda-feira, 4, pela Secretaria de Saúde do município. As mortes confirmadas somam 22, havendo outros 14 óbitos suspeitos à espera do resultado de exames. Em relação ao último boletim, divulgado em 23 de abril, houve 2,5 mil novos casos confirmados, além de três mortes.

No ranking nacional da dengue divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde, Sorocaba aparece em primeiro lugar entre as cidades com população entre 500 mil e 999 mil habitantes, com 21.127 casos, o que equivale a 3.315 casos por 100 mil habitantes. O número absoluto de casos é menor que o divulgado pelo município em razão da demora na totalização dos dados repassados pela prefeitura ao Ministério.

Em número de casos de dengue, estão à frente de Sorocaba no ranking do Ministério a cidade de Campinas, com 30.820 casos, e a capital paulista, líder geral com 41.120 casos. Na relação de casos por população, Campinas é líder entre as cidades com mais de um milhão de habitantes (2.669 casos por 100 mil moradores), categoria em que São Paulo aparece em quinto lugar (345/100 mil).

Redução. Segundo o Ministério, Catanduva lidera entre as cidades na faixa de 100 mil a 499 mil habitantes com 11.454 casos (9.637 a cada 100 mil pessoas). Mesmo assim, a prefeitura decidiu desativar o hospital de campanha montado em fevereiro para atendimento exclusivo da dengue. De acordo com o município, o número de atendimentos, que chegou a 250 pacientes por dia no auge da doença, agora está em 70 pacientes diários. Os casos passaram a ser atendidos na rede regular de saúde. A cidade foi uma das primeiras a declarar epidemia.

A prefeitura de Limeira também desativou na última sexta-feira, 30, o hospital de campanha instalado em fevereiro. Em quase três meses, mais de dez mil pessoas foram atendidas na unidade. Nesta segunda-feira, pacientes com dengue voltaram a ser atendidos nas unidades de saúde que também atendem pacientes com outras doenças. A cidade tem 8,7 mil casos confirmados e 14 óbitos com resultados positivos e 4 em investigação.

Em Sorocaba, a dengue começa a perder força, segundo o secretário de Saúde, Francisco Antônio Fernandes. "A evolução deixou de ocorrer com a mesma intensidade e já notamos uma queda no número de internações, mas não devemos nos descuidar", afirmou. Os dois centros de monitoramento exclusivos para dengue devem continuar funcionando até o final de junho, segundo ele.

Mortes. Em outras cidades do interior a dengue continua avançando. A prefeitura de Americana confirmou nesta segunda-feira, 4, a primeira morte causada pela doença este ano. A vítima é um idoso de 91 anos. Outra morte continua sob investigação. Com 1.821 casos, a cidade decretou epidemia.

Em São José do Rio Preto, foi confirmada a segunda morte por dengue. A vítima, um bebê de sete meses, morreu no hospital Beneficência Portuguesa. A Vigilância Epidemiológica de Araras passou a investigar a morte de um homem de 32 anos, ocorrida na quinta-feira, 30, depois de ser informada de que a causa pode ser complicações da dengue. O homem morreu na Santa Casa local.

Em Nova Odessa, região de Campinas, a prefeitura sancionou uma lei que aumenta a multa para imóveis flagrados com criadouros do mosquito da dengue. O valor da penalidade, nos casos mais graves, pode chegar a R$ 21,2 mil.

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